HC da Unicamp está entre os hospitais de referência contra a varíola (Foto: Luciano Claudino/ Código19) HC da Unicamp está entre os hospitais de referência contra a varíola (Foto: Luciano Claudino/ Código19)

Hospitais da região de Campinas viram referência para varíola dos macacos

Na região de Campinas, até agora já foram confirmados 24 casos da doença, sendo 17 só em Campinas; HC da Unicamp e HES em Sumaré atenderão casos graves

HC da Unicamp está entre os hospitais de referência contra a varíola (Foto: Luciano Claudino/ Código19)

O governo do Estado de São Paulo anunciou um plano de enfrentamento contra a varíola dos macacos, que inclui o HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, em Campinas, e o HES (Hospital Estadual de Sumaré) como unidades de referência para atendimento dos casos graves da varíola dos macacos na região de Campinas.

Na região de Campinas, até agora já foram confirmados 30 casos da doença, sendo 20 só em Campinas. Já no estado são 1,4 mil infecções.

Segundo o anúncio do governo, feito ontem (4), os hospitais farão parte da "Rede Emílio Ribas" para o combate da doença. 

Ao todo, o plano de enfrentamento inclui a definição de 93 hospitais estaduais e de maternidades que serão referência e darão retaguarda para os casos mais graves com necessidade de internação de pacientes e leitos de isolamento ou uso de UTI (Unidades de Terapia Intensiva).

Os hospitais não vão atender demanda espontânea de suspeitas da varíola dos macacos, pois são referências para outras unidades encaminharem pacientes.

A orientação é que pacientes com sintomas procurem UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), que farão a regulação para os hospitais referência, se houver necessidade.

O PLANO

O plano de enfrentamento da doença divulgado ontem inclui além dos 93 hospitais de retaguarda, protocolos de diagnóstico e assistência, rede credenciada de laboratórios para testagem e vigilância genômica, serviço de orientação 24h para profissionais de saúde.

O governo também citou a intensificação de ações de capacitação e criação do Centro de Controle e Integração formado por 24 especialistas.

A rede de atendimento contará com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, maior centro de tratamento de doenças infectocontagiosas da América Latina, unidades na capital paulista e hospitais gerais próprios do estado.

Durante o plano, também foram apresentadas pelo governo estadual ações para ampliação do diagnóstico, vigilância e capacitação da rede de saúde pública e privada.

GESTANTES

Para gestantes, o plano indica um protocolo especial.

"A partir do diagnóstico de Monkeypox em uma mulher grávida, ela será acompanhada pelos municípios e indicada para o parto em uma unidade de saúde de alto risco. Todas as maternidades deste tipo no Estado serão referência para casos de varíola símia em gestantes. Nesses casos, a indicação e de acompanhamento pelos municípios em pré-natal de alto risco e a indicação para o parto será de cesárea", informou o governo.

VIGILÂNCIA E TESTES

A Rede também envolverá uma forte vigilância laboratorial e genômica da Monkeypox por laboratórios públicos e privados, sob o comando do Centro de Vigilância Epidemiológica e do Instituto Adolfo Lutz, por meio de seu laboratório central na cidade de São Paulo e de suas 13 regionais localizadas no litoral e interior do Estado.

O Lutz fará toda a vigilância genômica dos casos no Estado, acompanhando o comportamento da doença com a análise do vírus em circulação em SP.

A rede também irá credenciar outros laboratórios do Estado para a realização de exames de PCR em Tempo Real e RT-PCR para detecção do DNA do vírus. Uma resolução conjunta das duas Secretarias Estaduais será publicada com todas as normativas com os requisitos para o processamento das amostras. Desta rede farão parte o Instituto Butantan, os laboratórios universitários e privados

O Centro de Vigilância Epidemiológica do Governo de São Paulo também já instalou um serviço 0800, com médicos plantonistas 24 horas à disposição para orientar e esclarecer dúvidas dos profissionais de saúde das redes pública e privada sobre diagnóstico e manejo clínico dos pacientes infectados com o vírus da monkeypox.  

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