Tempo seco: vazão do Atibaia, em Campinas, está abaixo da média de julho Tempo seco: vazão do Atibaia, em Campinas, está abaixo da média de julho

Tempo seco: vazão do Atibaia, em Campinas, está abaixo da média de julho

Apesar de vazão do rio estar baixa, Sanasa diz que não há risco de desabastecimento em Campinas; entenda como está situação

Vazão do rio Atibaia, em julho, está abaixo da média histórica para o mês (Foto: Denny Cesare/Codigo 19)
Por causa da severa estiagem que atinge a região neste Inverno, a vazão do rio Atibaia em Campinas no mês de julho está em 10,51 m³/s, abaixo da média histórica do mês que é de 13,5 m³/s.

Nesta quinta-feira (28), às 7h, o índice estava em 10,12 m³/s, de acordo com a Sala de Situação PCJ (rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí e afluentes), que monitora os dados hidrométricos da região.

Quando a vazão do rio, no ponto de captação de Valinhos, fica abaixo dos 10m³/s, é necessário que o sistema Cantareira libere mais água para o Atibaia para o abastecimento das cidades da região não serem prejudicados. 
 
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De acordo com a Sanasa (Companhia de abastecimento de Campinas), apesar da vazão estar abaixo da média histórica, neste momento não há riscos de desabastecimento, já que a captação para a cidade é de 3,5 a 3,7 m³/s.

Mesmo assim, a orientação à população é que economize água durante o período de estiagem. Vale lembrar que o Rio Atibaia é responsável por 95% do abastecimento da cidade de Campinas.

OS DADOS

Confira a vazão média do Atibaia em julho e o valor médio histórico para o período em cada ponto de medição:

- Atibaia - 8,89 m³/s (julho) 7,08 m³/s (histórico)

- Itatiba 10,09 m³/s (julho) 15,37 m³/s (histórico)

- Valinhos 10,51 m³/s (julho) 13,5 m³/s (histórico)

- Campinas 8,42 m³/s (julho) 18,53 m³/s (histórico)

- Paulínia 9,87 m³/s (julho) 17,96 m³/s (histórico)

OUTROS RIOS DA BACIA PCJ

A estiagem também afeta a vazão de outros rios que compõe as bacias PCJ. Os pontos de medição que mais chamam a atenção são os do rio Jaguari em Morungaba e Bragança Paulista, além do Camanducaia em Jaguariúna, confira os dados:

- Jaguari em Morungaba - 2,63 m³/s (julho) - 10,91 m³/s (histórico)

- Jaguari em Jaguariúna - 2,92 m³/s (julho) - 7,79 m³/s (histórico)

- Camanducaia em Jaguariúna - 2,92 m³/s (julho) - 8,35 m³/s (histórico)

- Piracicaba em Piracicaba - 18,78 m³/s (julho) - 61,88 m³/s (histórico)

NÍVEIS DOS RIOS

Com a vazão baixa, os níveis dos rios que compõe as bacias PCJ também estão abaixo da média para essa época do ano, segundo dados do Comitê PCJ.

O rio Atibaia, no ponto de captação de Valinhos, está 9% abaixo do valor médio, com apenas 0,93 m. A situação do rio Piracicaba é ainda pior, 33% menor, estando em 1,11 m.

Apesar da estiagem, os rios Jaguari e Capivari estão acima da média histórica, registrando níveis 43% e 5%, respectivamente, a mais do que o valor médio. Confira a arte abaixo: 

Níveis dos rios Atibaia e Piracicaba estão abaixo do esperado para o mês (Arte: Reprodução/EPTV Campinas)

RISCO DE DESABASTECIMENTO EM VALINHOS 

Por causa da estiagem e dos baixos níveis das barragens municipais, a Prefeitura de Valinhos emitiu um alerta para a população por conta do risco de desabastecimento de água devido a redução de captação de água. Para isso, Valinhos adotou a bandeira laranja do plano de enfrentamento à crise hídrica. A proposta é resguardar a preservação de água bruta nas represas do município. 

Na manhã desta quinta-feira, o rio Atibaia estava com vazão de 10,12 m³/s e nível de 0,9 m, índices 25% e 9,31% abaixo das médias históricas para o período. Mesmo assim, a captação no leito segue sem restrições. (leia a matéria completa aqui)

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