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CotidianoPrefeitura lança edital para captura e esterilização de capivaras   

Prefeitura lança edital para captura e esterilização de capivaras   

Estimativa é esterilizar cerca de 200 animais que vivem nos parques públicos de Campinas como forma de diminuir o risco de transmissão da febre maculosa

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A Prefeitura de Campinas anunciou dois editais para captura e esterilização de capivaras que vivem nos parques públicos da cidade. O aviso de licitação foi publicado na edição do Diário Oficial desta quarta-feira (17). A medida busca diminuir o risco de transmissão da febre maculosa nas áreas de lazer do município (entenda abaixo).  

Os editais anunciados são de Registro de Preços, em que um é para serviço médico veterinário de vasectomia e salpingectomia e, o outro, para prestação de serviço de captura dos animais, alocação em área de manejo, alimentação diária e posterior devolução aos seus parques de origem.  

O edital para a captura dos animais está disponível a partir desta quarta (17). A abertura da sessão pública do pregão eletrônico será no dia 1º de fevereiro, às 10h.  

Nesta quinta-feira (18), será disponibilizado o edital para o procedimento de vasectomia e salpingectomia para esterilização de machos e fêmeas, respectivamente. A sessão pública será no dia 2 de fevereiro, também às 10h.  

Os editais podem ser consultados no portal eletrônico www.gov.br/compras – Unidade Compradora: 986291.   

Febre maculosa  

A iniciativa de manejo das capivaras de Campinas é importante para o controle de população desses animais silvestres, conforme explicou o secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Rogério Menezes.  

“Com isso, vai ser possível diminuir os riscos de transmissão de febre maculosa, que é uma doença grave, que envolve a capivara e o carrapato”, disse.  

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Em 2022, foram confirmados 11 casos de febre maculosa em Campinas, sendo 9 delas com transmissão no município. Houve registro de 7 mortes. No ano passado, foram 10 casos confirmados, 9 com transmissão no município e também com 7 óbitos.  

Como vai funcionar  

Durante o procedimento, as capivaras que vivem livremente nos parques públicos serão capturadas, identificadas, microchipadas, alimentadas, examinadas e encaminhadas para um centro cirúrgico, onde serão esterilizadas. Os machos passarão por vasectomia e as fêmeas pela salpingectomia. Depois, elas serão devolvidas ao local onde vivem.  

A Secretaria do Verde estima que 200 animais serão esterilizados. A prestação de serviço para o manejo das capivaras envolve a captura, transporte, alocação em área de manejo, alimentação e devolução aos parques de origem. O custo unitário estimado é de R$ 2.470, já para a esterilização de cada animal o valor é de R$ 2.725.   

Parques   

A ação está prevista para começar em maio, após definição das empresas, em 10 parques públicos: Lago do Café, Lagoa do Taquaral, Parque das Águas, Lagoas do Comando do Exército, Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, Lagoa do São Domingos, Parque Ecológico do Jambeiro, Lagoa da Escola de Cadetes, Parque Linear Ribeirão das Pedras e Parque Linear Lagoa do Mingone.   

Nesses locais haverá participação direta das secretarias de Saúde, Serviços Públicos, Verde e Desenvolvimento Sustentável e da Sanasa.  

O trabalho é coordenado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses, que discute a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e apoio para as ações da Secretaria de Saúde.  

‘Estigma’ contra as capivaras  

Em reportagem feita pelo acidade on Campinas no ano passado, em meio ao surto da doença na cidade, o médico veterinário do Dpbea (Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal), Paulo Anselmo Nunes Felippe, descartou o abate de capivaras como solução para possíveis novos surtos.  

“Mesmo que fosse possível retirar todas as capivaras do planeta, a gente correria o risco de ter ainda febre maculosa, porque existem algumas espécies de carrapatos em que o cão faz esse papel. Então a doença tá muito mais relacionada com o carrapato do que com a capivara. Toda vez que as capivaras foram retiradas de locais, as regiões foram recolonizadas”, afirma Nunes, detalhando também que a espécie tem grande capacidade reprodutiva.  

Preocupado com o que chama de “estigma” contra os animais por conta da febre maculosa, o médico veterinário lembrou que o mamífero é protegido por lei e não deve ser alvo de perseguição ou violência por parte da população.   

“Na verdade, os reservatórios da febre maculosa são os próprios carrapatos. Uma vez que o carrapato está contaminado, vai transmitir para os filhotes, e isso vai manter a febre maculosa dos carrapatos no ambiente”, complementa. 

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Vitória Silva
Vitória Silva
Repórter no ACidade ON Campinas. Formada em Jornalismo pela Unesp, tem passagem pelos portais Tudo EP e DCI, experiência em gravação e edição de vídeos, produção sonora e redação de textos, com maior afinidade com temas que envolvem cultura e comportamento.
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