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Brasil ocupa 124ª posição em ranking de facilidade de fazer negócios

No ano passado o Brasil apareceu na 109ª colocação, dando um salto de 16 posições em relação a 2017

| FOLHAPRESS

Imagem ilustrativa (Foto: Pixabay)
 

O Brasil ficou na 124ª posição do ranking que analisa a facilidade de 190 países de fazer negócios, com nota 59,1. Os dados são do Banco Mundial e foram divulgados pelo relatório Doing Business 2020 nesta terça-feira (23).  

Dos 10 aspectos analisados pelo relatório, o País teve melhora em três, piora em um e manteve o mesmo desempenho nos outros seis. A melhora no registro de propriedades foi a que mais chamou atenção, com um aumento de 2,2 pontos percentuais.   

Na sequência apareceu a resolução de insolvência de empresas (1,9 ponto percentual) e abertura de empresa (1 ponto percentual). Já a piora veio por conta da obtenção de alvarás para construção, que apresentou um recuo de 0,2 ponto percentual.   

O Doing Business 2020 abrange parte do governo Michel Temer e o início do mandato de Jair Bolsonaro, uma vez que o relatório é feito de junho de 2018 a maio de 2019.   

No ano passado o Brasil apareceu na 109ª colocação, dando um salto de 16 posições em relação a 2017. Neste ano ainda não é possível fazer inferências sobre as posições porque o Banco Mundial pode rever a classificação do relatório anterior. 

Neste ano, o banco lista apenas duas reformas feitas no Brasil para melhorar o ambiente, contra quatro apontadas no relatório passado. Uma das mudanças, segundo o documento, refere-se ao registro de empresas, que se tornou mais ágil nesses estados.   

Outra é relativa à redução do custo do certificado digital. Ambas as reformas passaram a facilitar a abertura de empreendimentos. Outra melhora apontada pelo banco ocorreu no registro de propriedades. Isso porque houve um aprimoramento no sistema de administração de terras, a introdução de pagamentos online em São Paulo e a criação de um sistema também online no Rio para obter certificados de propriedade.   

Em outro trecho do documento, o banco cita o Brasil ao comentar os desequilíbrios que a regulação do mercado de trabalho pode criar.   

A partir de uma pesquisa, o relatório diz que dados de 2001 a 2009 indicam que a introdução do salário mínimo no Brasil está associada ao aumento de 39% do emprego informal no país. O texto afirma também que tribunais mais eficientes vem melhorando o mercado imobiliário.   

Ao comentar isso, o relatório diz que empresas que operam em municípios brasileiros onde os tribunais civis estão menos congestionados experimentaram forte crescimento no uso de crédito com garantias.   

REFORMAS PELO MUNDO   

O Banco Mundial também informou que ao longo do ano passado 115 economias do planeta foram responsáveis por 294 reformas que facilitaram o ambiente de negócios para os empresários.    

Dos países analisados, os dez onde os ambientes de negócio mais melhoraram foram Arábia Saudita, Jordânia, Togo, Bahrein, Tajiquistão, Paquistão, Kuwait, China, Índia e Nigéria. Já as dez economias que registraram a maior facilidade ao fazer negócios foram Nova Zelândia, Singapura, Hong-Kong, Dinamarca, Coreia do Sul, Estados Unidos, Geórgia, Reino Unido, Noruega e Suécia.  

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