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Cotidiano

Vence terceiro prazo de abertura da UPA do Sumarezinho

Último posicionamento do prefeito Duarte Nogueira, em março deste ano, prometia a inauguração do prédio até o fim deste mês; Agora, Saúde não fala em prazo

| ACidadeON/Ribeirao

 

Faltando quatro dias para o fim de junho, e também para a entrega da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Sumarezinho, segundo prazo estipulado pelo prefeito Duarte Nogueira em março deste ano, o prédio hospitalar permanece fechado e com a paisagem meramente abandonada.  

No lugar de médicos e pacientes, o imóvel reunia, nesta terça-feira (26), tampas de marmitas e lixo sobre o gramado. Um vigilante fazia a segurança do local.  

O cenário vai na contramão do anúncio feito pelo chefe do Executivo no último mês de março, após adiar a cerimônia de abertura duas vezes. "Vamos colocar a UPA do Sumarezinho para funcionar até o final deste primeiro semestre", prometeu, durante evento no Palácio Rio Branco. 

ACidade ON visitou a unidade, entre as ruas Teresina e Martim Afonso de Souza, e constatou a insatisfação de quem frequenta e mora no entorno. As críticas vão da falta de atendimento de urgência a presença frequente de moradores de rua.  

"Antes, tínhamos um posto referência e que funcionava 24 horas por dia, todos os dias. Em vez de melhorar, nos tiraram algo bom", afirma a dona de casa Alcione Oliveira de Carvalho, de 43 anos, que passou por atendimento odontológico no CSE pela manhã.  

O Centro de Saúde Escola, da Faculdade de Medicina da USP, ainda funciona em parte das salas disponíveis, que não entraram no projeto de reforma. O objetivo é prestar assistência ambulatorial básica e especializada, com consultas agendadas.  

José Roberto da Silva, 60, também utilizou o serviço, porém, lamentou o meio deserto em que a futura UPA está. "Meu pai já fez tratamento aqui e era ótimo. Conseguimos ser transferidos para o Dutra, mas acredito que muitas pessoas não", destaca. 

Comerciantes sofrem 

Além dos pacientes, os comerciantes também sofrem com o pouco movimento na região. Para Lucimar Cardoso, 55, dona de uma lanchonete em frente ao imóvel, a queda no faturamento foi de pelo menos 80% nos últimos dois anos. 

"Desde que mudou o esquema de atendimento, minhas vendas caíram muito. Eu tinha mais três funcionários e agora trabalho sozinha, persistindo e investindo para não fechar. Dependo dessa inauguração para ter meu negócio de volta", ela afirma.  

A colega de mercado, Célia Martins, 48, também sofre com o baixo faturamento. E destaca: "Essa obra é só enfeite. Um descaso com a população, que não tem ajuda médica e ainda precisa ver um prédio público servir de abrigo para moradores de rua".  

A salgadeira afirma que é comum ver andarilhos no local, principalmente nas primeiras horas do dia. Uma toldo coberto, em frente a recepção fechada, é usado por eles como abrigo. "Às vezes fica uma bagunça, com sujeira, roupas e resto de comida", encerra Célia.    

Célia diz que reforma "só serviu de enfeite". (Foto: Weber Sian/ A Cidade)

Prazos adiados  

A obra de transformação da UBDS em UPA do Sumarezinho, fechada em fevereiro de 2015, com início da reforma em agosto e herdada por Nogueira do governo Dárcy Vera, está pronta desde o início de 2017, mas nunca foi entregue ao município.  

O primeiro prazo, estipulado ainda pela antiga prefeita, era outubro de 2016. Depois, já com a nova e atual gestão, o Secretário de Saúde, Sandro Scarpelini, estimou que o funcionamento seria retomado ao final de 2017. Nenhuma mudança ocorreu.  

O último posicionamento foi dado por Duarte Nogueira, com abertura da unidade prevista até o fim do primeiro semestre deste ano. Novamente, o tempo parece ser insuficiente. Há estrutura, porém, nenhum equipamento para que o atendimento ao público seja retomado de fato, conforme comprovado pela reportagem nesta terça-feira (26). 

Outro lado  

Procurada, a Secretaria Municipal da Saúde informou, apenas, que a "proposta de convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para funcionamento da UPA Sumarezinho está em avaliação na reitoria da instituição", escreveu, via assessoria de imprensa.  

Questões como quais os motivo porque não foi aberta, novo prazo e opções de acesso à saúde naquela região não foram respondidas.  



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