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Cotidiano

Caso de sarampo diagnosticado em Ribeirão é um dos dois confirmados no Estado

Dos 645 municípios, apenas Ribeirão e São Paulo diagnosticaram casos importados da doença em 2018; campanha de vacinação será iniciada na próxima segunda-feira (16)

| ACidadeON/Ribeirao

Sandro Scarpelini, Secretário Municipal da Saúde (Foto: Weber Sian / A Cidade)

 

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (11), que Ribeirão Preto é uma das duas cidades de São Paulo que diagnosticaram casos de sarampo em 2018. A vítima local, que não teve a identidade divulgada, teria contraído o vírus em abril deste ano, no Líbano.

Ela estava em uma missão humanitária, atuando também na área da saúde, e pode ter tido contato com pacientes contaminados. Os sintomas foram percebidos pela própria vítima durante a viagem de volta para o Brasil. Já a segunda pessoa, natural do Rio de Janeiro, recebeu a confirmação na grande São Paulo (Leia a nota completa abaixo).

À tarde, o secretário municipal de Saúde, Sandro Scarpelini, e o chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Daniel Cardoso de Almeida e Araújo, afirmaram em coletiva de imprensa que a notificação não deve causar alarde à população ribeirão-pretana.

"A realidade de outras localidades, como de Roraima e Amazonas, não se encaixa a nossa. Temos uma boa cobertura vacinal, vamos atender às recomendações nacionais, mas esse caso específico foi importado e não deve entrar para as nossas estatísticas", afirma o secretário. No primeiro Estado citado por ele, 200 pessoas foram diagnosticadas de março até agora com a doença.

Questionado, Scarpelini ressaltou, mais uma vez, que "não tinha a obrigação de notificar a população antes", quando o primeiro exame em mais de 10 anos resultou positivo para sarampo no município, de acordo com dados da pasta.

"Esse é um problema técnico. À época, o bloqueio foi feito, controlado e a OMS [Organização Mundial de Saúde] avisada sobre a suspeita imediatamente", finaliza. O anúncio foi divulgado na última segunda-feira (10), três meses após a confirmação.

Recuperação

Sem muitos detalhes, Almeida e Araújo explicou que a mulher que contraiu o vírus no exterior, natural de Dracena, voltou ao Brasil para visitar um parente doente, mas percebeu os sintomas no caminho.

Ao desembarcar, foi levada diretamente a um hospital de Ribeirão, que também não teve o endereço revelado, e ficou em observação por três dias, sem mais complicações. O caso foi considerado leve pelos médicos.

As demais pessoas que tiveram contato com ela, tanto no avião quanto no transporte em solo nacional, foram observadas e não apresentaram os sinais. ACidade ON apurou que, além do motorista, quatro parentes próximos passaram por avaliação de infectologia.

"O risco maior ocorreu no voo, pois havia pessoas de outros países e o vírus poderia ter sido exposto. Essas pessoas também foram comunicadas pelos órgãos responsáveis e examinadas, mas nada foi confirmado. Aqui, é importante ressaltar que somos considerados uma área controlada, livre do sarampo desde a epidemia nacional de 1998", finalizou o chefe do setor.

Campanha de vacinação

Mayra Fernanda de Oliveira, coordenadora do programa de imunização, também participou da coletiva e destacou que, da próxima segunda-feira (16) até 3 agosto, uma campanha de intensificação da vacina tríplice viral, que combate o sarampo, caxumba e rubéola, deve ser iniciada em Ribeirão.

O foco da ação serão pessoas de 5 a 29 anos e profissionais da saúde. "O ideal é que a primeira dose seja aplicada no primeiro ano de vida e a segunda reforçada com um ano e três meses. No entanto, indicamos duas doses dessa vacina até os 29 anos. Dos 30 aos 59, o cidadão pode tomar uma única dose e ainda será considerado protegido", explica.

As crianças de um a quatro anos poderão atualizar as carteiras de vacinação neste período, mas uma campanha nacional proposta pelo Ministério da Saúde será destinada a elas a partir de agosto. A data ainda será divulgada. Até lá, a intenção é deixar todos em dia com proteção.

Secretaria Estadual da Saúde

Em nota, a Secretaria de Estado afirmou que nenhum dos casos de sarampo é considerado autóctone ou seja, contraído na mesma região em que foi diagnosticado. Neste ano, ambos foram importados da Ásia Ocidental e do Rio de Janeiro.

A pasta reforçou a importância da imunização para a proteção contra o vírus e da atualização da caderneta de vacinação. A vacina está disponível na rede estadual durante o ano todo.

"Vale ressaltar que outras medidas de higiene pessoal, como cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, lavar as mãos com frequência com água e sabão, utilizar álcool em gel, não compartilhar copos, talheres e alimentos, evitar levar as mãos à boca ou aos olhos, evitar contato próximo com pessoas doentes devem ser adotadas como forma de prevenção do sarampo", escreveu, via assessoria de imprensa.

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