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Cotidiano

Mulher que atropelou o ex tem outro pedido de liberdade negado

Cláudia Aparecida Nascimento Fernandes está presa na penitenciária feminina de Guariba, desde o final de dezembro; ela foi presa em Ituverava

| ACidadeON/Ribeirao

Claudia e Adriano mantinham relacionamento (Imagem: reprodução / redes sociais)
 
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, nesta terça-feira (14), mais uma liminar de habeas corpus para soltar Cláudia Aparecida Nascimento Fernandes, que atropelou e matou o ex-namorado. O caso aconteceu em Ituverava, município a 100 quilômetros de Ribeirão Preto, no dia 28 de dezembro (veja o vídeo).  

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Nesse habeas corpus, os advogados de Cláudia, que está presa preventivamente na penitenciária feminina de Guariba, afirmam que a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva "sem fundamentação idônea".  

Além disso, alega que o homicídio ocorreu em legítima defesa, já que Cláudia seria constantemente ameaçada de morte pela vítima, que, inclusive, teria desrespeitado as medidas protetivas impostas.  

Os advogados ainda afirmam que Cláudia é ré primária, conta com residência fixa e ocupação lícita. 

Contudo, o desembargador Xisto Rangel, da 3ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, que já havia julgado outros dois habeas corpus de Cláudia, considerou, novamente, que não há ilegalidade na sua prisão.  

"A análise perfunctória da decisão que decretou a prisão preventiva não revela nenhuma irregularidade formal, tendo sido apresentadas justificativas concretas para a segregação cautelar", escreveu na decisão.  

De acordo com o desembargador, a revogação da prisão preventiva, "caracterizaria, como se disse, medida temerária, capaz de gerar perturbação social", além de afirmar que não haveria garantia se Cláudia não voltará a infringir ou se que não fugirá.  

Na decisão, o juiz ainda afirma que o caso precisa de uma avaliação "mais aprofundada de provas", e, por isso, a soltura de Cláudia Aparecida não poderia ser concedida por meio de liminar. Contudo, a medida pode ser revista no futuro.    
 
A defesa também apontou que Cláudia passou, recentemente, por um tratamento contra um câncer. Por isso, pediu que a prisão também pudesse ser transformada em domiciliar, o que também foi negado.
 
O caso
 
 
No dia 28 de dezembro, Claudia atropelou e matou Adriano Joaquim Sampaio. Após o crime, ela gravou um vídeo, no qual dá a entender que o namorado era violento com ela.   

De acordo com ela, Adriano, com quem já teve um relacionamento amoroso, a tratava com violência. Inclusive, ela já havia solicitado medidas protetivas contra Adriano, mas mesmo assim continuou mantendo relacionamento amoroso com ele. Cláudia foi indiciada por homicídio qualificado e embriaguez ao volante.

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