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Cotidiano

Independente da cor da fase, HC diz que cuidados são primordiais

Médico chama atenção para as medidas de segurança e prevenção que devem continuar sendo seguidas nesta nova etapa do Plano São Paulo

| ACidadeON/Ribeirao

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (Foto: Renato Lopes/Especial)
 

Com o anúncio oficial do Governo do Estado e avanço de Ribeirão no Plano São Paulo, o Hospital das Clínicas chamou a atenção para os cuidados básicos de combate ao novo coronavírus e medidas de segurança que devem continuar sendo seguidas.  

De acordo com Valdes Bolela, médico da instituição, a cor da fase atingida pelo município no planejamento de retomada das atividades econômicas ainda não é suficiente para que a quarentena seja dada como encerrada. Pelo contrário.  

A pandemia continua em alta na cidade e, só no mês de julho, a média de casos confirmados da covid-19 ultrapassou a marca de 300 pessoas contaminadas diariamente.  

"Cada um de nós tem uma opinião, mas entendo que existem critérios e eles tem sido seguidos. Se os indicativos nos mudaram da fase vermelha para a amarela, vamos cumpri-la. No entanto, devemos estar vigilantes e sabendo que esse retorno precisa ser consciente", explica. 

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O especialista diz, ainda, que o descontrole do isolamento social pode custar caro para a população e disparar, mais uma vez, os dados relacionados a infecção, taxa de ocupação de leitos e óbitos. A regressão no Plano São Paulo também é possível.  

"Protocolos de segurança estão sendo discutidos em todas as áreas para que haja condições das pessoas retomarem as atividades. O problema é que alguns grupos tendem a ignorar essas indicações, fazem festas, e isso continua contribuindo para que o vírus persista. Independente da cor [da fase], o único remédio para essa pandemia é uma vacina", finaliza Bolela.  
Testes da vacina 

Em Ribeirão Preto, os testes clínicos para a vacina Coronavac já foram iniciados pelo Hospital das Clínicas e as doses experimentais serão aplicadas em 500 voluntários. Todos da área da Saúde.  

A expectativa é que resultados preliminares, relacionados a eficácia da fórmula e possibilidade de imunização da população contra o novo coronavírus, sejam divulgados até o final de setembro. Em outubro, o Estado espera que as vacinas comecem a ser fabricadas em massa.  

Para isso, todos os 9 mil participantes do estudo, distribuídos em nove polos pelo Brasil, precisam estar vacinados e a parcela de voluntários que recebeu a Coronavac mostrar bons resultados.

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