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Justiça prorroga prisão temporária de investigados na Operação Callichirus

Foram prorrogadas por mais cinco dias as prisões de Telma Regina Alves, amante de Marco Antonio, e Andre Luiz Teixeira, gerente financeiro da empresa de saneamento Aegea

| ACidadeON/Ribeirao

Celular de Telma apreendido pela Sevandija tinha fotos dela com Marco Antonio na praia de Bertioga (Foto: Reprodução)


A Justiça de Ribeirão Preto prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de Telma Regina Alves, amante de Marco Antonio, e Andre Luiz Teixeira, gerente financeiro da empresa de saneamento Aegea. Ambos foram presos no dia 13 de novembro na quinta fase da Operação Sevandija.

Apelidada Callichirus (o nome científico do crustáceo que vive nas praias, popularmente conhecido como "corrupto"), a operação ampliou o rastreamento da propina paga pela empresa de saneamento Aegea a Marco Antonio dos Santos. Ao todo, o homem forte da ex-prefeita Dárcy Vera recebeu R$ 3,3 milhões em propina em troca de contratos fraudulentos no Daerp. Desse montante, R$ 1,4 milhão foram aplicados em um apartamento de luxo em Riviera de São Lourenço, praia de Bertioga.

Marco está atrás das grades de Tremenbé desde março de 2017. 

Outro lado

A EPTV não conseguiu localizar os advogados de Telma e André. (Com EPTV)

Entenda o caso

A Aegea é pivô de um dos esquemas de corrupção revelados pela Sevandija. Segundo a apuração do Gaeco e do MP, Marco Antonio, enquanto superintendente do Daerp, fraudou licitação para que a empresa assinasse um contrato de R$ 68,4 milhões com a autarquia para perfuração de poços, construção de reservatórios e troca de redes de água.
Meses depois, o contrato foi aditado em mais R$ 15,3 milhões.

Em delação premiada, o ex-diretor financeiro do Daerp, Luiz Mantilla, confirmou que atuou como intermediário para a Aegea repassar propina a Marco entre 2015 e 2016.

Esse esquema foi denunciado pelo Gaeco à Justiça, e o processo tramita na 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, na fase de oitiva de testemunhas.

Agora, a Operação Callichirus irá render uma nova ação penal por, entre outros, corrupção e lavagem de dinheiro.

Marco está preso desde março de 2017 e já foi condenado, junto com Dárcy, a 18 anos e 9 meses de prisão pelo esquema dos honorários advocatícios.

Ele também é réu por lavagem de dinheiro da propina dos honorários e por corrupção ativa no esquema dos apadrinhados políticos da Atmosphera. Sua defesa sempre negou as acusações. 

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