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cotidiano

Para a poliomielite voltar é questão de tempo

Sim, leitores, o assunto é gravíssimo! A cobertura vacinal no país tem caído drasticamente

| ACidadeON/Ribeirao -

Luiz Puntel (Foto: Arquivo ACidade On)
 
Quando eu era jovem - e já adianto que isso é coisa do século passado -, eu tinha um amigo que usava pernas mecânicas. Aliás, não era incomum, na escola, na década de 60, 70 e 80, ver alguns garotos e garotas usando este aparelho, que dava, minimamente, a condição deles se deslocarem espacialmente. E por quê eles andavam com aqueles aparelhos? 

Por causa de um vírus, o poliovírus, causador da poliomielite, uma doença que, nos anos 1990, foi erradicada do Brasil e da maioria dos países do mundo. Mas, como vírus não desaparece, há uma forte possibilidade de voltar a vermos, daqui a pouco, crianças se arrastando ou tendo que se deslocar com pernas mecânicas.  

Sim, leitores, o assunto é gravíssimo! A cobertura vacinal no país tem caído drasticamente. Apenas - pasmem! - 70% do público alvo buscou a imunização em 2020. Bem menos em 2021, ou por causa da pandemia, ou por causa do descaso em relação à vacinação em geral. 

Isso quer dizer que mais de meio milhão de crianças brasileiras estão desprotegidas e basta que uma pessoa infectada entre no Brasil, para que contamine outra pessoa, outra pessoa, outra pessoa e o problema se agrave, já que o perigo é iminente. 

Basta vermos o que tem ocorrido atualmente com a nova cepa do vírus da covid-19 para termos o problema presente em muitos lares brasileiros.  

Todos os profissionais ligados à saúde têm pedido, encarecidamente, aos senhores pais, que não baixem a guarda, dando ouvidos a notícias desencontradas e irresponsáveis a respeito da necessidade de qualquer vacina.  

Se com vacina já temos enormes perdas de vidas, imaginem sem vacina. Bora vacinar, meu povo!

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