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Covid-19: Anvisa libera e vacina será testada em Ribeirão

Serão 9 mil voluntários, 300 deles selecionados pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto; São 9 mil voluntários ao todo

| ACidadeON/Ribeirao


Ribeirão vai testar vacina contra o coronavírus (Foto: Mwooten / Pixabay)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou no final da tarde da sexta-feira (3) a fase de testes da vacina contra o novo coronavírus. Um dos locais que o composto será aplicado em humanos é Ribeirão Preto.

O pedido para a fase de teste em humanos, a terceira no desenvolvimento da vacina, foi feito pelo Instituto Butantan, de São Paulo. Serão 9 mil voluntários, 300 deles de Ribeirão Preto.

"Aqui em Ribeirão estou planejando uma lista de quem tem interesse em participar do estudo, que se incluam no critério do estudo e rapidamente conseguir executar a fase de vacinação para que a gente possa incluir mais pessoas", explicou Eduardo Barbosa Coelho, médico e coordenador do estudo em Ribeirão Preto.

O especialista afirma que a seleção dos voluntários ocorrerá através de sorteio. Os interessados poderão se inscrever através de um canal que será aberto nos próximos dias. Ele reforça que o ensaio não vai ser exclusivo para funcionários do Hospital das Clínicas.


Parceria com empresa da China

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, anunciou em coletiva na quarta-feira (1º) os locais escolhidos para a testagem da vacina. Trata-se de uma parceria entre o Instituto Butantan e a gigante farmacêutica Sinovac Biotech, da China.

Em Ribeirão Preto, o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), através também do Hospital das Clínicas, será o responsável pela testagem.

O estudo clínico é a terceira fase de desenvolvimento da vacina. É quando começam os testes nos seres humanos. Segundo Dimas Covas, para cada pessoa que receber a vacina, outra recebe um placebo. Depois é feito o acompanhamento.

A vacina é chamada de CoronaVac e já foi administrada com sucesso em cerca de mil pessoas na China nas fases clínicas um e dois - antes, já havia sido aprovada em testes de laboratório e em macacos. 

Se a vacina for aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China como no Brasil para fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde). Os passos seguintes são o registro do produto pela Anvisa e fornecimento da vacina em todo o Brasil. 
 


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