Giló apresenta Plastino como sua testemunha

Advogado do ex-vereador apresentou nesta segunda-feira (20) defesa à Justiça; ele disse que houve um 'equívoco'

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    • Cristiano Pavini
Divulgação / Polícia Federal e Ministério Público
Imagens divulgadas pela Polícia Federal e Ministério Público mostram Giló (PTB) e Marcelo Plastino durante encontro em café (foto: Divulgação / Polícia Federal e Ministério Público)

 

O advogado de Giló (PTB) surpreendeu o Judiciário: em defesa prévia protocolada ao meio dia desta segunda-feira (20), pediu que o empresário Marcelo Plastino, que se suicidou com um tiro na cabeça em 25 de novembro do ano passado, testemunhe a favor do ex-vereador no processo da Operação Sevandija.

Plastino era proprietário da empresa Atmosphera e peça-chave no esquema de corrupção envolvendo compra de apoio político dos vereadores em troca de apadrinhados em cargos terceirizados.

Giló foi denunciado pelo Ministério Público por integrar organização criminosa e 13 atos de corrupção passiva, com base em lista de supostos apadrinhados que ele teria na Atmosphera apreendidas pela Sevandija.

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Após morrer, Plastino deixou documentação com planilhas decifrando as cédulas de R$ 2 encontradas em seu cofre. Nos registros, ele aponta que Giló teria recebido R$ 30 mil.

Procurado pelo ACidade ON, o advogado de Giló, Paulo Roberto Prado Franchi, negou ter arrolado Plastino como testemunha. Segundo ele, o fato do nome do empresário aparecer no rol de testemunhas um “equívoco” que seria corrigido ainda hoje junto ao Judiciário. 

Além do nome do empresário, a defesa constou o endereço da Atmosphera - mas não a empresa de Plastino, e sim de uma loja de calçados com o mesmo nome.

Na defesa, Giló nega ter praticado irregularidades e ter seu mandato “comprado” em troca de indicações, listando projetos nos quais votou contra sua sogra Dárcy Vera (PSD) .

Giló alega, também, que as interceptações telefônicas foram ilegais, e diz que a denúncia do Ministério Público apresentou imputações genéricas sobre os investigados, sem apontar individualmente qual o crime praticado por cada um e em quais momentos.
 


1 Comentário(s)

Comentário

Miguel Angelo Paccagnella

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Eu não sabia que um defunto poder ser testemunha de alguma coisa., neste mato tem, gambá.