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Empresa versus mão de obra qualificada

Quero focar minha abordagem na falta de mão de obra qualificada para suprir essa demanda

| ACidadeON/Ribeirao

José Eduardo Fernandes é mestre em Educação da FAAP Ribeirão Preto (Foto: Divulgação)
Mesmo que de forma incipiente, estamos percebendo um aquecimento na economia e, por consequência, um aumento na geração de empregos formais.

Não quero discutir aqui se as políticas econômicas estão corretas ou não. Me refiro ao simples fato de que pelas atividades que exerço e pelos grupos de RH dos quais participo temos notado o aumento da demanda de vagas.

Se de um lado estamos percebendo o aumento das oportunidades de emprego, quero focar minha abordagem na falta de mão de obra qualificada para suprir essa demanda. E essa falta de qualificação ocorre em todos os níveis.

OK, alguém pode dizer: "Mas Zé, nossa formação profissional está uma porcaria." Verdade, e não vou rebater. Mas como também já discutimos isso anteriormente só terceirizar o problema não resolve.

Minha pergunta é centrada em qual ação (ou ações) as empresas estão tomando para suprir essa demanda. Dou o exemplo de uma reportagem que assisti dia desses: uma oficina mecânica estava com problemas para expandir seu negócio (apesar do aumento da procura), por falta de mão de obra qualificada.

Sou do tempo de carro com carburador (aposto que os jovens nem sabem o que é isso), em que o mecânico sabia do problema do carro pelo barulho. Hoje, os carros estão tão tecnológicos que, mais do que conhecimento da mecânica tradicional, os profissionais dessa área precisam aprender informática, interpretação de gráficos e estatísticas fornecidas pelo computador do carro para, aí sim, atuar no conserto.

E qual o caminho a seguir? Penso que as empresas e os empresários (sim) precisam dedicar parte do seu orçamento para investimentos juntamente com suas áreas de treinamento na capacitação e na qualificação dessa mão de obra, de acordo com as novas tecnologias que estão adotando. Isso se ainda quiserem ter alguma vantagem competitiva.

Ou seja, novamente nossos RHs deverão sair do papel de coadjuvante e atuar como protagonistas, ficando atentos às necessidades de desenvolvimento interno dos seus colaboradores, para que não caiam no ostracismo do conhecimento tacanho e ultrapassado.

Precisamos (empresários e profissionais) parar de fazer papel de coitadinho (oh vida, oh azar), terceirizando nossos problemas para os outros, e assumirmos a rédea do desenvolvimento de nossas empresas e nossas carreiras. 


*José Eduardo Fernandes é mestre em Educação, professor da FAAP Ribeirão Preto e gestor de Recursos Humanos

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