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Economia

Faculdades enfrentam pedidos de flexibilização das mensalidades

Maioria das universidades alegou ter disponibilizado conteúdos on-line e analisado as solicitações individualmente; descontos não foram concedidos

| ACidadeON/Ribeirao

Confira dicas do Procon de Ribeirão Preto no final da matéria (Foto: divulgação/Pixabay)
 

Quase três meses depois da suspensão presencial das aulas, motivada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), as faculdades particulares de Ribeirão Preto têm enfrentado pedidos e mais pedidos de flexibilização e renegociação das mensalidades diariamente.  

O motivo atípico, que balançou a economia mundial, também causou o fechamento de aproximadamente 5 mil vagas de empregos - apenas no município - e fez com o que o crescimento do mercado de trabalho recuasse três anos. 

Por isso, ACidade ON procurou as principais universidades da cidade e descobriu que a saída encontrada pela maioria foi disponibilizar conteúdos on-line, além de analisar as solicitações caso a caso. Nenhuma delas, no entanto, suspendeu as cobranças neste período.  

Esse posicionamento desencadeou uma série de reclamações registradas na unidade local do Procon entre março e o início de junho. Confira dicas da entidade abaixo.  

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Em nota, o Moura Lacerda informou nesta sexta-feira (5) que disponibilizou um canal exclusivo no portal do aluno desde o começo do período de isolamento social e passou a considerar as condições e justificativas individuais.  

"Nosso Departamento financeiro faz as análises e disponibiliza a melhor condição possível. O processo é feito por meios digital e telefônico", informou.  

A Barão de Mauá também está recebendo acordos, mas enfatizou que não concedeu diferenças no pagamento até o momento. "Alguns estudantes preferem pagar metade das parcelas e a outra metade no final do curso. Outros escolheram jogar as parcelas, integralmente, para o final do curso ou para o final do ano".  

Procurada, a Estácio disse que está atenta aos desdobramentos da pandemia e seguirá as recomendações dos órgãos governamentais, a fim de garantir a segurança, saúde e bem-estar dos alunos e professores. Enquanto isso, um edital extraordinário foi desenvolvido para aqueles que estão com dificuldades econômicas.   

A Unaerp foi questionada, mas não respondeu até a publicação desta matéria. 

Sem desconto  

De acordo com chefe do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Ribeirão Preto, Feres Najm, as faculdades não são obrigadas a dar descontos, mas, sim, a prestar contas. 
 
"Uma planilha com os custos que o colégio têm, em comparação ao regime comum de aulas e o oferecido neste momento, deve ser mostrado aos contratantes quando solicitado. É um direito previsto em lei", explica.  

A sugestão do órgão é que um ponto de equilíbrio seja buscado entre ambas as partes, a fim de que não haja prejuízos.
"Precisamos ter em mente que as escolas terão de repor essas aulas, mas os responsáveis podem procurar a administração e tentar uma renegociação das mensalidades [...]. A transparência dos dois lados, nesta fase, é fundamental", conclui Najm.

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