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Lazer e Cultura

Último dia do Festival Tanabata atrai, na maioria, famílias

Frequência menor que a de edições anteriores agrada público, que gasta menos tempo nas filas das barracas

| ACidadeON/Ribeirao

Público circula pelos corredores do Festival Tanabata
A 24ª edição do Festival Tanabata atraiu principalmente famílias e um público menor que o registrado em anos anteriores neste domingo (8), ao Morro de São Bento, onde ocorre o evento. 

Bom para o público, que circulou mais livremente pelos corredores da festa e perdeu menos tempo nas filas das barracas de comidas típicas. Ruim para os comerciantes, que devem faturar menos este ano. Nada que represente um grande prejuízo, porém, ao menos na opinião dos ouvidos pela reportagem do ACidade ON

Pela sexta vez participando do festival em Ribeirão, a sorocabana Edna Akemi Yamaguchi estima uma queda em torno dos 20% no movimento de público e nas vendas de sua barraca de produtos de origem japonesa. Otimista, ela acredita que o negócio absorverá a queda, até porque era prevista ante a situação econômica do País. 

"Como a gente trabalha com eventos há anos, já prevíamos, mas não podemos parar. A gente tem que enfrentar a crise", diz Edna, que pretende participar pela sétima vez do Tanabata numa próxima edição. 

Responsável por uma das barracas de comidas típicas da Associação Cultural Japonesa de Ribeirão Preto organizadora do evento ao lado da Associação Nipo-Brasileria de Ribeirão Preto -, Bruno Casagrande Hirono, 29, confirma a queda no movimento. "Está um pouco pior que no ano passado. Juntou a crise econômica, o feriado [sa Revolução Constitucionalista de 1932, nesta segunda, 9], que levou muita gente a viajar, e a derrota do Brasil na Copa, que desanima as pessoas", arrisca Bruno sobre os motivos. 

O supervisor de vendas júnior Felipe Camargo Passagem Vieira, 31 anos, que junto com a família a mulher, Priscila Tatiana, 32, e os filhos Lucas, 5, e Davi, 3 -, saboreava sashimis e refrigerantes em uma mesa do festival, gostou de ter tido menos dificuldades para andar e consumir nesta edição. "No ano passado viemos no sábado à noite e quase não conseguimos andar. As filas eram enormes", lembra Priscila. 


Cosplayers 

Grandes atrações no festival, cosplayers já circulavam pelos arredores do palco Seinem Kai, destinado a manifestações da cultura pop japonesa. O casal formado pelo analista de sistemas Luiz Eduardo Fernandes Bonissoni, 28, e Fabiana Perez, 25, estava entre os mais requisitados ele de samurai, ela de princesa Elza, do longa de animação "Frozen". 

Sem nenhum traço ou ascendência japonesa, Bonissoni faz cosplay no Tanabata pela quarta edição seguida. É apaixonado pela cultura desde o ginásio, quando teve de pesquisá-la para um trabalho de escola sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil. "Pela sua diversidade de crenças e valores. Há respeito até entre inimigos", diz, referindo-se aos códigos de honra seguidos por samurais e todos os adeptos de artes marciais. 

Para o "grande barato" de fazer cosplay, ambos têm a mesma explicação: "resgata um pouco daquela ludicidade da infância para nós, adultos, e enriquece a das crianças, que adoram!", diz Bonissoni. "Em meia hora na festa já fui abraçada por cinco crianças", conta Fabiana, que também adora a personagem da Disney pela mensagem de auto aceitação que sua história passa. "Ela assume sua naturez mesmo com todos os problemas que isso traz. É um ótimo exemplo para as crianças", conclui. 
 


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