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Lazer e Cultura

De 'cara' nova, biblioteca será reinaugurada no Centro

Antiga Biblioteca Altino Arantes foi restaurada e vai passar a se chamar Sinhá Junqueira: Prédio histórico fica na Duque de Caxias, em Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

Reinauguração está prevista para a primeira quinzena de 2020 (Foto: Weber Sian/ACidade ON)
 

Os mais de 42 mil livros da antiga Biblioteca Altino Arantes, localizada no Centro de Ribeirão Preto, poderão ser acessados novamente pela população no início de 2020. O casarão histórico passou por restauração que durou um ano.  

A previsão da Fundação Educandário, responsável pelo projeto de restauro, é que as obras sejam finalizadas na primeira quinzena de fevereiro. O nome da biblioteca vai mudar e passar para Sinhá Junqueira. A mudança é uma homenagem à primeira moradora do casarão da rua Duque de Caxias.  
"O conselho decidiu homenagear quem teve a ideia e a patrocinou inicialmente em testamento [entenda a história abaixo]. Será um espaço completamente diferente, inclusive na dinâmica, com mais eventos e área construída. Porém, todos os detalhes estão cuidadosamente preservados", explica Marcos Awad, presidente da Fundação.  

Para matar a curiosidade do internauta sobre a revitalização que custou R$ 11 milhões, o ACidade ON Ribeirão foi lá atrás de imagens do local. Cuidado: contém spoilers.  

  

O projeto foi autorizado pelo Conppac (Composição do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural) para prezar a estrutura original do imóvel, levantado em 1932, mas isso não impediu algumas novidades.
 
De acordo com Awad, mais 900m² foram construídos ao redor dos já 600m² da propriedade, com direito a um pequeno auditório, espaço para os 11 mil livros comprados recentemente, sala de computadores e um café. O comércio será administrado por uma empresa terceirizada.  
 
"Além da questão histórica, nós estamos prestes a entregar à cidade um espaço muito maior, com ar-condicionado e mais opções de acesso à cultura. Um gestor já foi contratado e uma das missões dele é criar uma agenda intensa de eventos, que atraia as pessoas e torne a biblioteca também um centro cultural", completa o presidente.  
 

Fiscalização  

Na última quinta-feira (12), o presidente do Conppac, Anderson Romão Polverel, informou à reportagem que a fiscalização mais recente da obra ocorreu há aproximadamente 20 dias e poucas ressalvas foram feitas. A próxima deve ocorrer no início de 2020. 
 
"É importante ressaltar que o projeto foi pensado em cima da obra original e do que a biblioteca deveria ser. A fachada que as pessoas viam há alguns anos já estava danificada e, por isso, o restauro foi necessário [...]. Na última visita, a maior parte dos feitos estavam ok", afirma. 
 
O órgão detém um ofício de tombamento histórico da então Biblioteca Altino Arantes. Apesar disso, a reforma também é acompanhada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, artístico e turístico do Estado de São Paulo), que monitora o tombamento do Quarteirão Paulista, onde o prédio está localizado.  


 
História da Biblioteca Altino Arantes  

A obra, projetada pelo escritório de Ramos de Azevedo, serviu de moradia para o Coronel Quito Junqueira e Sinhá Junqueira antes de virar um dos maiores acervos literários da região.  

A transformação, no entanto, só ocorreu por conta de um testamento deixado pelo casal. E o pedido era específico: criar uma fundação e transformar a casa em biblioteca pública.  

Theolina de Andrade Junqueira também deixou seu legado enraizado na área da educação e saúde, por meio da Fundação Maternidade Sinhá Junqueira, de 1984. Mais atual do que nunca, o centro conta em 2019 com 106 leitos, 324 funcionários e aproximadamente 500 médicos.  

Foi em 1955 que o sonho de Sinhá nasceu, mas com o nome de Biblioteca Cultural de Ribeirão Preto. A instalação temporária ocorreu na rua São Sebastião, mas, pouco tempo depois, passou a funcionar na rua Duque de Caxias, 547.  

Nesta época, a reinauguração recebeu o nome do então presidente do Conselho Administrador, Altino Arantes. "Agora, com mais uma reinauguração, chegou a hora da idealizadora de tudo isso levar os créditos", finaliza Marcos Awad, da Fundação Educandário.



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