Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

Política

Confira a coluna do jornalista Julio Chiavenato

O colunista comenta sobre o AME´s prometidos para Ribeirão e sobre o novo presidente da Câmara de Vereadores

| ACidadeON/Ribeirao

Promessa fajuta

Na prática a teoria é outra e a realidade desmente as promessas. 

Nogueira prometeu construir três AMEs: a do Idoso, a da Mulher e uma na Vila Virgínia. Agora a notícia pelo secretário da Saúde: a "papelada" para a da Vila Virgínia está pron-ta, mas não será concluída pelo prefeito. 

É assim que funciona: para pegar votos prometem o mundo. Eleitos, não entregam nem os fundos. A sociedade brasileira (e a ribeirão-pretana em particular), está anestesiada politicamente e agonizante na saúde pública há anos. Os prefeitos das últimas décadas prometeram melhorar. Com raras intervenções positivas, logo degradadas, sempre piorou. O que deve estimular novas promessas dos próximos candidatos.
 

Mudar para não transmudar

É o mundo do faz-de-conta. A Câmara tem novo presidente, que anuncia belas medidas em favor da população. E daí? 

Basta olhar o retrospecto: sempre foi assim. Fatalismo? Negativismo? Vejamos: desde que, em 1964, cassaram os vereadores mais combativos, para satisfazer a sanha da ditadura, a Câmara pendulou de omissa a passiva entre malandros em geral e exceções impotentes para mudar o jogo. Até 2016 vários presidentes usaram e abusaram do bem público, com o beneplácito da maioria. Então o remédio veio de fora: a Operação Sevandija. Os vereadores "limpos" conviveram na sujeira e nunca abriram o bico, apesar de proclamarem amor infinito pela moralidade. 

Em Ribeirão Preto nada se transmuda, apenas muda. Trocam as peças, as aparências se maquiam, as formas disfarçam o conteúdo. E a caravana passa.
 

Devagar com o andor...


...principalmente porque o santo é de barro. Contra os parlamentos formalmente democráticos é perigoso atirar pedras. Mas é permissível lançar palavras quando eles brincam em serviço e jogam sério contra os interesses do povo.
 

Momento fabuloso

Um mendigo encontrou-se com um mago. Queixou-se da pobreza e o mago tocou um pedregulho com o dedo. O pedregulho converteu-se em ouro e ele deu-o ao pedinte. Mas o pobre disse que era pouco. Então ele tocou com o dedo uma grande pedra, que se converteu em ouro e ofereceu-a ao infeliz. Mas ele reclamou que ainda era pouco. O mago perguntou: o que você quer? O mendigo respondeu: o seu dedo. (Baseado em "O dedo", fábula de Feng Meng-lung 1573/1646)