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Política

Manifestação em favor de Moro e da Lava Jato tem oração e hino

Polícia Militar estimou em 5 mil os participantes de ato neste domingo (30), em Ribeirão Preto; já a organização fala em 15 mil pessoas

| ACidadeON/Ribeirao

 

Atualizada às 14h28 

Um protesto em favor do ministro de Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sergio Moro, e da Operação Lava Jato reuniu aproximadamente 5 mil pessoas em Ribeirão Preto neste domingo (30), segundo cálculo da PM (Polícia Militar). A organização do evento, no entanto, estimou um número três vezes maior: 15 mil participantes.    

A PM havia divulgado a participação de 3 mil pessoas no ato, mas atualizou o número para 5 mil, após analisar imagens aéreas da organização do evento.

A concentração teve início por volta de 10h na avenida Nove de Julho, na divisa da área central com a zona Sul da cidade. 

Pouco antes das 11h, os manifestantes rezaram a oração do Pai-Nosso, cantaram o Hino Nacional e, em seguida, caminharam com uma grande faixa com os dizerem "Somos todos Moro" até o cruzamento com a avenida Independência.  

A PM informou que o ato foi pacífico e se encerrou perto do meio-dia. Agentes da Transerp e da própria polícia bloqueavam o trânsito pelos cruzamentos onde os manifestantes passavam atrás de um caminhão de som.

Segundo Paulo Junqueira, responsável pelo Grupo Brasil Limpo (GBL) em Ribeirão e que organizou o evento na cidade, além da defesa da Lava Jato, o ato também ressaltou a reforma da Previdência e o pacote anticrime de Moro. Também participaram integrantes do Direita São Paulo e Grupo da Faixa.

"A manifestação aconteceu, sem dúvida alguma, por conta de terem mexido com Sergio Moro. Nossa pauta foi a mesma anterior, nós voltamos para a rua, mas lógico que o que motivou foi eles terem soltado essa atitude criminosa", disse Junqueira, em relação à divulgação das supostas trocas de mensagens de Moro enquanto juiz e integrantes do Ministério Público sobre a Operação Lava Jato.    


Participantes

O economista Renato Fantacini, de 52 anos, estava com a bandeira do Brasil enrolada no corpo durante a concentração para o ato.  

"Acredito que para que a gente consiga evoluir do ponto de vista de cidadão, de comunidade, precisa sair da crítica e ajudar a colocar para cima as mudanças que a gente necessita", destacou.  

A médica Gisele Consoni, 56, levou as cachorrinhas Blu e Baby para o protesto neste domingo. Ela disse acreditar que as supostas mensagens entre o então juiz Moro e procuradores da Lava Jato não devem comprometer o trabalho da Justiça. 

"Sou muito otimista. O Brasil está mito unido contra essas mentiras, essas fakes, por isso que mantemos essa manifestação".  

A colombiana Ana Luz Villarreal, 29, levou os dois filhos brasileiros, de 1 e 2 anos, para a rua neste domingo.  

"Quem vem para o Brasil tem que ajudar e apoiar o caminho para onde se vai. Penso no futuro dos meus filhos", declarou. 

Já o vendedor José Aparecido Sobrinho, 52, afirmou que não iria caminhar com os manifestantes por ser contrário ao que chamou de "mistura de pautas" na manifestação.  

"Era para ser em defesa da Lava Jato e do Moro. Não votei no Bolsonaro, por isso não vou caminhar", afirmou, ao se referir a manifestantes em prol ao presidente da República.


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