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Política

MP quer proibir Dárcy de sair de Ribeirão Preto

Após STJ decidir pela libertação da ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy ainda aguarda alvará de soltura

| ACidadeON/Ribeirao

Ex-prefeita Dárcy Vera aguarda alvará de soltura (Foto: Weber Sian/Arquivo A Cidade)
 
Após a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que permitiu que a ex-prefeita de Ribeirão Preto Dárcy Vera recorra da condenação na Operação Sevandija em liberdade, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) pediu que a Justiça impusesse medidas cautelares para soltar Dárcy. 


CONFIRA AQUI A DECISÃO QUE DEU A LIBERDADE PARA DÁRCY VERA  
 

O Gaeco solicitou à Justiça, nesta sexta-feira (6), que a ex-prefeita volte a morar na casa da Ribeirânia, além de pedir o recolhimento noturno da ex-prefeita, o monitoramento por tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e o comparecimento mensal na 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.  

A decisão do ministro Rogério Schietti Cruz, da 6ª Turma do STJ, que determinou a libertação da ex-prefeita, não apontou nenhuma medida cautelar para Dárcy Vera.  

A ex-prefeita ainda está na penitenciária feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba, enquanto aguarda o alvará de soltura.  O pedido da promotoria ainda precisa ser analisado pela Justiça.
 

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Veja os pedidos do Ministério Público:  

a. proibição de ausentar-se da comarca, onde deverá residir, até porque possui em Ribeirão Preto residência própria [...], de modo a facilitar a fiscalização e o controle de seus atos;  

b. recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, feriados e finais de semana, sem comprovado trabalho fixo;  

c. entrega do passaporte no prazo de 24 horas, oficiando-se, sem prejuízo, à Polícia Federal para que suspensa a validade do referido documento e anote a restrição no controle migratório;  

d. monitoração eletrônica, mediante uso de tornozeleira ou dispositivo equivalente, para conferir eficácia a fiscalização e vigilância do estrito cumprimento das condições impostas;  

e. comparecimento mensal ao cartório da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto para informar e justificar suas atividades;  

f. proibição de manter contato, seja por qual meio de comunicação, com qualquer implicado da força-tarefa Sevandija, incluindo aqueles de outros núcleos e processos, para evitar novos conluios e ajustes que possam colocar em risco a garantia da ordem pública e prejudicar as investigações, o andamento processual e a aplicação da lei; e  

g. proibição de exercer cargo ou função pública, de natureza efetiva ou comissionada, para evitar novos prejuízos à Administração Pública.

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