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Cotidiano

'Nosso problema é financeiro', diz prefeito sobre alagamentos

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13), Airton Garcia (PSB) disse que problemas só serão combatidos com a execução de um projeto de R$ 600 milhões

| ACidadeON/São Carlos

Coletiva de imprensa desta segunda-feira (13) falou sobre danos causados pelas enchentes em São Carlos. Foto: CBN São Carlos

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13), o Prefeito de São Carlos (SP), Airton Garcia (PSB), afirmou que o problema das enchentes na cidade não será resolvido enquanto um projeto de R$ 700 milhões não for executado.  

De acordo com o prefeito, o plano de autoria do professor da Universidade de São Paulo (USP) Swami Marcondes Villela é a única solução para conter a água, principalmente na região central da cidade.  

"Enquanto a prefeitura de São Carlos não arrumar essa monta, esses R$ 700 milhões, nós vamos ter que ficar sem dormir à noite, porque enquanto chover, a preocupação é grande", disse.  

Segundo Garcia, a prefeitura vem fazendo partes do projeto que são viáveis ao cofre municipal nos últimos anos, principalmente em situações de emergência, mas somente elas não são suficientes para evitar as enchentes.  

"Só fateazinhas do projeto, é o que a gente, não só eu, como outros prefeitos também fizeram, pequenas coisinhas, mas pequenas coisinhas não resolvem, amenizam 1%, 0,5%, mas o problema continua", disse.  

O prefeito disse ainda que o motivo do projeto não sair do papel é unicamente financeiro.  "Só que nós estamos numa época que se eu chegar em Brasília e, por exemplo, falar lá que preciso de R$ 700 milhões, se eu estiver em um prédio de 10 andares eles me tacam para baixo, porque pedir R$ 700 milhões é um pedido de Governo do Estado, não de prefeitura", disse.  

Relatório de danos  
Na coletiva, o diretor da Defesa Civil de São Carlos, Pedro Caballero, informou que a chuva do último domingo atingiu 22 pontos da cidade e destruiu 120 lojas no Centro.  

Além disso, na rotatória do Cristo, três estabelecimentos comerciais também foram atingidos e tiveram prejuízos. "A gente centralizou o atendimento nas vias públicas onde havia muita gente circulando, não necessariamente na região central, porque era domingo à tarde, teoricamente não teria tantas pessoas lá e por isso acho que não tivemos vítimas", disse o diretor.  

Segundo Caballero, as perdas financeiras na região do Cristo atingem em torno de R$ 500 mil e na região central R$ 1 milhão, podendo chegar a R$ 2 milhões.

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