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Cotidiano

Pesquisadores da UFSCar avaliam problemas físicos causados pelo trabalho remoto

Departamento de Fisioterapia da UFSCar( DFisio-UFSCar) está buscando voluntários para o estudo. Veja como participar

| ACidadeON/São Carlos

Pandemia fez as franquias se adaptarem ao home office e o distanciamento social (Foto: Denny Cesare/Código19)
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está recrutando voluntários para avaliar problemas físicos causados pelo trabalho remoto. Desde o início da pandemia, quase metade das empresas adotaram essa modalidade de trabalho, que pode trazer alguns riscos físicos e psicológicos.

Segundo um estudo realizado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), 46% das empresas brasileiras adotaram sistema de trabalho remoto aos funcionários. São milhões de pessoas trabalhando 8, 10 horas diárias em casa, e essa nova rotina pode trazer problemas às saúdes física e emocional.

Na tentativa de identificar os principais sintomas físicos e psicossociais ligados ao home office, um grupo de pesquisadores do Departamento de Fisioterapia da UFSCar (DFisio-UFSCar) está em busca de voluntários para participar de um estudo, que deve durar alguns meses.

Segundo o pós-doutorando e participante dessa pesquisa, Dechristian Barbieri, essa nova realidade profissional pode trazer riscos importantes para a saúde do trabalhador.

"O primeiro deles que é o menos conhecido, é a questão do sedentarismo, onde o trabalho de computador normalmente é um trabalho bastante sedentário, e o sedentarismo traz bastantes problemas junto com ele como a chance de se desenvolver sobrepeso ou obesidade a curto prazo e a longo prazo. Também temos a questão da ergonomia mais tradicional porque no momento em que esse trabalhador muda para o home office, ele não tem mais a supervisão e nem a mobília adequada para fazer esse trabalho", explicou.

O pesquisador Dechristian Barbieri ainda comenta quais são os principais erros dos profissionais, que resultam em alguns problemas físicos. "A gente sempre começa analisando primeiro a mobília, se a pessoa tem uma cadeira adequada, porque às vezes a pessoa pega a cadeira disponível naquele momento que não tem a questão de permitir subir ou descer a altura da cadeira e o braço dela ficar levantado para trabalhar, a cabeça vai ficar olhando pra cima e outras questões. Falando de ergonomia, hoje em dia trabalhamos com a ideia de que temos um pouco mais de movimentação, mas o corpo e a postura são a que o trabalhador se sente confortável", disse.

Sensores de monitoramento
Em relação ao estudo desenvolvido pela UFSCar, o pesquisador explica que alguns sensores vão ser colocados nos voluntários para observar possíveis problemas físicos no dia a dia de trabalho. A intenção é ter 80 voluntários, tudo feito de acordo com as normas de segurança.  

"Um na região da coxa, um na região do braço e outro na região do pescoço e essa pessoa que entra no estudo depois do processo de triagem, a gente agenda o momento, vai ate a casa com todos os cuidados de segurança e a pessoa mesmo faz a colocação desses sensores nas regiões predeterminadas. É um sensor de três centímetros, a prova dágua, a pessoa fica sete dias com o equipamento direto monitorando as questões de atividade física, como quantos passos a pessoa deu, quanto tempo ficou sentada, quanto tempo caminhou, se ela correu ou fez outra atividade um pouco mais intensa", finalizou Dechristian Barbieri.  

Os interessados que estiverem atuando em home office devem entrar em contato via WhatsApp, pelo telefone (12) 99238-0821 ou pelo e-mail ative.laco@gmail.com.

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