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São CarlosCotidianoGreve na USP: estudantes de São Carlos aderem à paralisação e ocupam prédios

Greve na USP: estudantes de São Carlos aderem à paralisação e ocupam prédios

Adesão ao movimento foi definida em assembleia na terça-feira (10), com mais de 500 participantes, segundo o Caaso

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Estudantes da USP de São Carlos aderiram à greve que começou em São Paulo há cerca de três semanas. Nesta quarta-feira (11), os universitários estão ocupando os prédios dos dois campi e terão atos de manifestação ao longo do dia.

A adesão ao movimento foi definida em assembleia na noite de terça-feira (10), que segundo o Caaso (Centro Acadêmico Armando de Oliveira Salles), contou com mais de 500 estudantes.

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De acordo com o Cefisc (Centro de Estudos de Física de São Carlos), os estudantes pedem:

  • Melhores condições do alojamento (infraestrutura e condições básicas de permanência estudantil);
  • Contratação de professores efetivos devido a falta de docentes;
  • Melhores condições mo restaurante universitário campus I e II;
  • Ampliação e melhoria na infraestrutura da creche;
  • Melhorias de condições no campus II (ampliação de ônibus);
  • Contratação de funcionários no geral;
  • Melhorias e ampliação do acesso ao Cefer, para melhoria da qualidade de vida dos estudantes.

Alinhado a outras movimentações que ocorrem em outros campi, os estudantes decidiram paralisar o campus nesta quarta-feira, com piquetes nos prédios do IFSC (Instituto de Física de São Carlos), ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), IQSC (Instituto de Química de São Carlos), IAU (Instituto de Arquitetura e Urbanismo) e EESC (Escola de Engenharia de São Carlos).

Participantes informaram, ainda, que ao menos três blocos do campus 2 também estão sendo bloqueados. Ao longo do dia haverá ‘batucaço’ em frente à prefeitura do campus e realização plenária da paralisação no campus 2. Na próxima semana devem ter mais ações.

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Estudantes fizeram piquetes em blocos dos dois campi. (Foto: Arquivo pessoal)

GREVE E REIVINDICAÇÕES

Estudantes da USP estão em greve desde o dia 20 de setembro e a adesão à paralisação foi sendo aprovada nas unidades ao longo dos dias.

Na semana passada, em reunião de negociação com os grevistas, a USP anunciou que iria liberar mais 148 novas vagas para contratação de professores, adicionais às 879 que já tinham sido aprovadas para diferentes unidades. A principal reivindicação da greve era o déficit de professores na instituição, que perdeu 800 docentes em uma década.

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Na terça-feira (10), o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Gilberto Carlotti Junior, ofereceu aumentar o número de bolsas que ajudam na permanência de alunos pobres na instituição e se comprometeu novamente em contratar 1.027 novos professores.

No mesmo dia, também em assembleia, os professores da universidade votaram para sair da paralisação. Em carta à reitoria, eles reconheceram que as negociações “promoveram avanços” com o anúncio de contratação de docentes.

Mesmo com a saída dos docentes, segundo o Estadão, os estudantes permaneceram mobilizados e terão uma assembleia geral nesta quarta-feira para definir se continuam ou não paralisados.

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