Quase uma década depois da morte do menino Noah Alexandre Palermo, o caso chega a júri popular em São Carlos.
O caso comoveu a cidade em 2014, com questionamentos à condução médica em uma morte que poderia ser evitada, segundo a família. O menino de cinco anos morreu após ser internado com diagnóstico de apendicite, ter complicações e ficar sem respaldo médico do pediatra.
Para Marcos Palermo, pai da vítima, o julgamento pode trazer alívio à família. “São quase dez anos que estamos lutando e esperando para que a justiça seja feita”, afirmou.
O pai – que se tornou secretário de Saúde após a morte do filho – espera que o médico Luciano Barboza Sampaio seja condenado. A decisão caberá aos jurados que avaliarão o caso na corte local.
“Não podemos generalizar, defendemos o bom médico com unhas e dentes, mas esse tipo de profissional tem que ser extinguido na questão de tratamento das pessoas. Queremos leis mais rígidas, mais severas, para que um médico não cometa um erro desse”, declara.
Palermo expressa a frustração e tristeza em entregar um familiar, no caso, filho, a um profissional “confiando que vai tratar do paciente como se fosse um ente querido dele”, “mas isso não acontece”.
Confiança na lei
Palermo afirmou que acredita na lei e ponderou que o Ministério Público tem “muitas evidências do que ocorreu”.
“Vamos aguardar o dia 30 de abril, que será para nós um dos dias mais importantes de nossas vidas”.
O que diz Luciano Barboza Sampaio?
O acidade on procurou a defesa do médico pediatra por telefone e e-mail, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação do contraditório.
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