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CotidianoChuva com raios: o que aconteceu com avião que caiu em MG?

Chuva com raios: o que aconteceu com avião que caiu em MG?

Relatos de moradores de Itapeva indicam condições do tempo extremas sobre a cidade no momento da queda

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A queda do avião que matou sete pessoas neste domingo (28), em Itapeva, no Sul de Minas Gerais, aconteceu no momento em que o tempo era de chuva com raios sobre a cidade. As condições são relatadas pelos moradores e devem ser levadas em conta pelos técnicos do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), responsáveis por investigar o acidente.  

Nesta segunda-feira (29), membros do órgão estiveram na área rural onde as partes do monomotor foram encontradas e iniciaram a coleta de provas e a análise dos destroços. A apuração deve ser conduzida pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que vai apontar a causas da queda em um relatório. O documento, porém, deve demorar a ficar pronto.  

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A aeronave saiu de Campinas na manhã de ontem em direção a Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas se desintegrou no ar sobre Itapeva, matando os sete ocupantes. A queda matou dois empresários, as respectivas esposas, o filho de um deles e a tripulação (leia os nomes abaixo). Os corpos foram encontrados junto ao trem de pouso, mas outras partes do avião caíram em outras áreas.

Chuva com raios e partes espalhadas

A queda foi registrada às 10h36 de domingo, minutos depois da decolagem no Aeroporto dos Amarais. Além de vídeos feitos por moradores no campo aberto onde a aeronave caiu, outras gravações mostram o céu carregado e partes que seriam da fuselagem do monomotor caindo em outros locais da cidade. A área por onde os destroços se espalharam se estende por um raio de cerca de 1 km.

Responsável pelo resgate dos corpos, a médica legista Tatiana Teles confirmou o estado dos destroços. “A aeronave se partiu em três fragmentos maiores. É claro que houve fragmentos menores, em perímetro de alcance grande. Dentro do núcleo estavam os corpos”, detalhou.

As imagens indicam que o avião se desfez, ou se “despedaçou” enquanto sobrevoava o município, mas devem ser analisadas e comparadas com as localizações das partes do avião pelos técnicos do Seripa e do Cenipa. Os órgãos, inclusive, não devem se manifestar durante as apurações, já que não costumam dar detalhes sobre os trabalhos até que as investigações sejam concluídas.

Por esse motivo, portanto, ainda não é possível definir com certeza se o panorama de chuva com raios contribuiu para que a aeronave sofresse a queda.

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Acidentes semelhantes

Apesar de não ser possível estabelecer a relação com a chuva, o caso tem circunstâncias semelhantes às da queda do avião em que estava o cantor Gabriel Diniz em 27 de maio de 2019. Na ocasião, o artista fazia o trajeto entre Feira de Santana, na Bahia, e Maceió, em Alagoas, mas morreu após a aeronave se desmanchar no ar durante um forte temporal que atingia a rota. Além de Diniz, também morreram o piloto e o co-piloto da aeronave Piper Cherokee PT-KLO.

De acordo com o relatório do Cenipa, divulgado um ano e meio depois da ocorrência, o piloto não avaliou os parâmetros para a operação do avião de forma adequada, já que tomou a decisão do prosseguimento do voo “em condições meteorológicas desfavoráveis”. Além disso, concluiu que a estrutura entrou em colapso após “a exposição da aeronave a elevado risco de acidente”.

Quem estava no avião que caiu em MG?

Os empresários Marcílio Franco e André Amaral, proprietários da CredFranco, estavam em Campinas até sexta-feira (26), quando participaram de uma premiação do setor financeiro. Depois de passaram parte do final de semana com um amigo em Itu, eles partiram de Campinas com destino a BH. Além dos dois, estavam no monomotor aos familiares deles e dois membros da tripulação:

– Marcílio Franco: presidente da Anec (Associação Nacional de Empresas Correspondentes Bancárias) e presidente da CredFranco

– Raquel Souza Neves Silveira: mulher de Franco

– Antônio Neves Silveira, de 2 anos: filho de Franco e de Raquel

– André Amaral: sócio de Franco na Credfranco e conselheiro na Anec desde a fundação da associação

– Fernanda Luísa Costa Amaral: mulher de Amaral

– Geberson Henrique Tadeu Chagas Pereira: piloto

– Gabriel de Almeida Quintão Araújo: copiloto

Quais as condições do avião que caiu?

O monomotor de matrícula PS-MTG caiu às 10h36 da manhã de domingo nos céus do bairro Monjolinho, zona rural de Itapeva. Havia saído do Aeroporto dos Amarais, em Campinas, às 10h10. O avião foi fabricado pela Piper Aircraft em 1996 e estava liberado para serviço aéreo privado, não tendo permissão para táxi aéreo. Estava ainda com situação normal para aeronavegabilidade, segundo os dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

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Leandro Las Casas
Leandro Las Casas
Graduado pela PUC-Campinas desde 2011, atua há 14 anos no Jornalismo, área na qual cobriu sete eleições, participou de grandes coberturas e esteve a frente de podcasts e projetos de assessoria. Começou a carreira na rádio CBN Campinas, onde foi estagiário, repórter e apresentador. No acidade on Campinas, assina matérias e reportagens de todas as editorias desde 2021.
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