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CotidianoDengue hemorrágica: entenda por que termo não deve ser mais usado

Dengue hemorrágica: entenda por que termo não deve ser mais usado

Expressão parou de ser adotada pelo Ministério da Saúde em 2014; saiba quais são os sinais de alerta da dengue em sua forma mais grave

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Você sabia que o termo “dengue hemorrágica” não é mais usado por profissionais da saúde? Apesar de ter sido muito popularizada para se referir aos casos graves da doença, essa expressão caiu em desuso por transmitir uma ideia errada de que apenas a forma hemorrágica da dengue é considerada grave.   

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alterou o termo para “dengue grave” em 2009, o que mais tarde foi aderido pelo Ministério da Saúde, em 2014.  

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A cidade de Campinas chegou a 5.355 confirmações de casos de dengue nesta terça-feira (20), redobrando o alerta para formas mais graves da doença.

Por que o termo “dengue hemorrágica” não é mais usado?  

O médico de família e comunidade da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas), Giuliano Dimarzio, explica que hoje os profissionais da saúde trabalham com três formas de classificar a doença:  

  • Dengue sem sinais de alarme (dengue clássica);  
  • Dengue com sinais de alarme;  
  • Dengue com sinais de alarme de maior gravidade.  

Dentro desses cenários, a hemorragia (sangramento) não é a forma mais comum da dengue com sinais de alarme de maior gravidade, ou seja, da dengue grave.   

“A gente pode ter outras manifestações que também são graves. Então, a nossa orientação é seguir realmente aquilo que está nas recomendações de reconhecer quando é a dengue clássica (sem sinais de alarme), com sinais de alarme e que demandem outras condutas de maior cuidado”, explica. 
 

Sintomas da dengue grave  

Já sabendo que a hemorragia não é o único sinal de maior gravidade, veja quais são os principais sintomas da dengue grave, de acordo com o especialista:  

  • Dor abdominal;  
  • Desmaio;  
  • Hipotensão;  
  • Sangramento;  
  • Fraqueza;  
  • Falta de ar intensa.  

Dimarzio explica que para identificar a dengue grave é necessário ficar em alerta para sintomas que, de forma geral, estejam associados ao “choque”, que é quando ocorre a perda de sentido, tontura, fraqueza e falta de ar intensa, por exemplo.   

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Esses sintomas costumam estar ligados com à manifestação de plaquetas baixas, principalmente abaixo de 50 mil no sangue. “Isso aumenta o risco, aumenta a chance de termos problemas mais graves de sangramento e aí qualquer forma de sangramento pode cursar sim numa perda de sentido, tontura, fraqueza, desmaio e dor abdominal intensa”.  

Quais são os tipos de dengue?  

O médico de família e comunidade também explica que a dengue conta com subtipos classificados a partir dos vírus causadores. De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento são conhecidos quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.  

Mas, segundo Dimarzio, o subtipo não tem relação com a gravidade da doença, já que hoje se sabe que qualquer um deles pode estar associado com manifestações desde mais leves até formas mais graves.   

No começo do mês, Campinas confirmou a circulação de dois novos sorotipos da dengue (saiba mais aqui).

A dengue grave ocorre só em quem contrai a doença mais de uma vez?  

Outra máxima muito disseminada sobre a doença é que a dengue grave ocorre só com quem contrai a doença mais de uma vez. Porém, o especialista afirma que, na verdade, é possível manifestar formas graves da doença já na primeira contaminação, apesar da chance disto acontecer ser menor.  

“É mais provável que você tenha formas mais graves da doença na segunda vez, mas não é o fato de ser a segunda vez que necessariamente vai te causar uma forma mais grave e nem que a primeira não cause. Mas a gente sabe que quando é a segunda vez há sim um aumento do risco de manifestações mais graves”, conta.  

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Vitória Silva
Vitória Silva
Repórter no ACidade ON Campinas. Formada em Jornalismo pela Unesp, tem passagem pelos portais Tudo EP e DCI, experiência em gravação e edição de vídeos, produção sonora e redação de textos, com maior afinidade com temas que envolvem cultura e comportamento.
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