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Em pronunciamento, Bolsonaro minimiza efeitos do coronavírus

Presidente falou em rede nacional de rádio e TV e voltou a comparar a covid-19 a um "resfriadinho"

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O presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reuters/Folhapress)


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite desta terça-feira (24) em que voltou a minimizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Bolsonaro afirmou que "90% das pessoas terão o vírus sem manifestar sintomas" e criticou a imprensa, a quem culpou por incentivar a "histeria e o pânico" entre a população ao tomar como parâmetro o caso da Itália - que já tem mais de 5 mil mortos pelo vírus.

O presidente também afirmou que se ele tivesse contraído o coronavírus, teria somente uma "gripezinha ou um resfriadinho" porque tem "histórico de atleta".

Ele também fez referência à abertura do Jornal Nacional da última segunda (23), em que os apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcellos pediram "calma" para as pessoas. "O editorial da imprensa começou a mudar. É hora de ter calma e equilíbrio. Parabéns imprensa brasileira", disse.

Ao dizer que teria apenas um "resfriadinho", Bolsonaro também fez referência ao médico Dráuzio Varella - um vídeo de janeiro, quando não havia nenhum caso no Brasil, em que Varella cita o termo para definir a covid-19 circula nas redes. "Um resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa emissora", afirmou Bolsonaro.

O presidente ainda disse que "alguns poucos governadores e prefeitos" precisam rever a decisão de fechar comércios e impor o isolamento das pessoas em suas casas. "A maioria das vítimas são idosos. Por que então fechar as escolas?", questionou Bolsonaro - ignorando o fato de que crianças e adolescentes podem ser transmissores do vírus para seus avós.

O presidente encerrou a transmissão dizendo que o Brasil "está mais unido do que nunca" e que está "vencendo o coronavírus".


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