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Bolsonaro não está sabendo discernir seu relacionamento com a comunicação

Não precisa gostar ou rejeitar e cada hora agir de uma forma diferente

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Se não gosta de A ou B, não tem problema. Mas a comunicação é fundamental nas nossas vidas.  

Se a imprensa não está sendo legal, reaja. 

Mas os veículos de comunicação estão aí e são muito úteis. 

É verdade que num passado próximo, comprovadamente, se vendeu para os interesses do governo. 

E o nosso Presidente dá um recado claro: "Acabou a mamata". E tem que ser assim. 

Mas o fato não dar igualdade de condições para os veículos e a imprensa, não está certo. 

Em seu primeiro trimestre de governo, Bolsonaro privilegiou o SBT e a Record, de Edir Macedo, com aumento de receita publicitária dos órgãos federais.

O Grupo Record, de Edir Macedo, foi o que mais recebeu dinheiro, passando a Globo, que perdeu também para o SBT, de Silvio Santos.

O faturamento da emissora de Edir Macedo, em 2019, chegou a 10,3 milhões. O SBT ficou R$ 7,3 milhões e a Globo, com R$ 7,07. 

Quero deixar claro que não estou defendendo ninguém. Apenas constatando um problema "passional" da presidência, que não deveria estar acontecendo. 

E com as críticas, cortes, ameaças, agora o Governo anuncia investimento de R$ 37 milhões em propaganda para ajudar na reforma da previdência.

Super válido. O povo precisa saber, os membros do Congresso precisam ser pressionados, para não fazer um jogo em cima de uma necessidade urgente.

Já Fábio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), citou que todas as mídias são importantes, inclusive as redes sociais. "Só venceremos os desafios dessa reforma, valorizando a boa comunicação, ética, responsável e transparente".  

O que queremos é a seriedade que o presidente vem tratando da coisa pública, mas sem privilégios.