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Cotidiano

Bolsonaro extingue seguro obrigatório para veículos, o DPVAT

De acordo com o Governo Federal, a Justificativa para o fim do seguro são os altos índices de fraudes e elevados custos operacionais do seguro

| FOLHAPRESS

De acordo com o Governo Federal, dinheiro economizado será destinado para o sistema público de saúde (Foto: Silva Júnior/Especial-Arquivo A Cidade)
 
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu extinguir, por meio de uma medida provisória, o seguro obrigatório de veículos, o DPVAT, nesta segunda-feira (11).    

Em dez anos, o seguro foi responsável pela indenização de 485 mil mortes no trânsito em todo o país. O seguro também confere indenizações a feridos e a pessoas que tenham sofrido sequelas permanentes.    

Bolsonaro também extinguiu o DPEM, seguro voltado a danos pessoais causados por embarcações.  O presidente justificou o fim do seguro, mediante os altos índices de fraudes e os elevados custos operacionais do seguro.   

O custo total do seguro ao governo federal é de R$ 8,9 bilhões. O governo estima que seriam necessários R$ 4,2 milhões para cobrir os valores pagos às vítimas. Outros R$ 4,7 bilhões seriam referentes à administração e fiscalização do recurso.    

O governo diz que o valor economizado será repassado ao SUS e ao Denatran.  Segundo o governo federal, as vítimas e acidentados no trânsito brasileiro (só de mortes são mais de 36 mil por ano) continuarão assistidos pelo SUS, pelo INSS e pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada).   

Os acidentes permanecerão cobertos até o fim deste ano. A gestora do seguro, a Seguradora Líder, continuará responsável pelos segurados até o fim de 2025, mas atendendo apenas os sinistros ocorridos até 2019.

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