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Cotidiano

Juíza determina que acusado de matar idosa passe por perícia

O analista de sistemas Eduardo Liboni é acusado de esfaquear uma mulher de 65 anos, em Ribeirão Preto; vítima morreu nesta terça-feira (14)

| ACidadeON/Ribeirao

Em depoimento, Eduardo Liboni disse que estaria sendo perseguido (Foto: reprodução/EPTV)
 
A juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara, da 2ª Vara do Júri de Ribeirão Preto, determinou a realização de exames para instaurar o incidente de insanidade mental do analista de sistemas Eduardo Liboni, acusado de esfaquear Ana Silvia de Almeida, de 65 anos, que morreu nesta terça-feira (14). O crime aconteceu no dia 4 de janeiro, na Praça da Bicicleta, zona Sul de Ribeirão Preto.  

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Esses exames determinarão se Eduardo Liboni é "imputável", ou seja, se poderá responder pela acusação na Justiça. A medida foi solicitada pela defesa do analista de sistemas, que afirma que o cliente é portador de esquizofrenia paranoide, sendo tratado desta doença desde os 15 anos de idade.  

A juíza determinou que o Núcleo de Perícias do Fórum de Ribeirão Preto indique dois médicos e aponte um dia e horário para realização do exame pericial. O analista de sistemas está preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.  

Caso seja constatada a insanidade mental de Liboni, ele não poderá responder pelo crime e deverá ser internado em uma clínica psiquiátrica, de acordo com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo). O exame deve ser realizado dentro de 45 dias.  

Acusação
 
Na semana passada, o promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino apresentou para Justiça denúncia contra Eduardo Liboni. No documento encaminhado para a 2ª Vara do Júri, o promotor apontou que o analista de sistemas cometeu o ataque por motivo fútil, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.  

De acordo com o promotor, caso os exames apontem que Eduardo Liboni possa responder judicialmente, mudará a capitulação da denúncia e o analista de sistemas responderá por tentativa de homicídio quadruplamente qualificado, em razão da morte da vítima.  

"Vamos aditar a denúncia para colocar o homicídio consumado. Preciso receber no processo o laudo informado a morte dela para poder fazer isso", explica Nicolino. Segundo o promotor, Liboni poderá responder por cometer um crime por motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e crime contra a mulher.  

"Se, eventualmente ele for a júri, se ele for considerado hígido mentalmente, a pena aumenta muito e vai de 12 a 30 anos", completou.  

Outro lado
 
Por meio de nota, o advogado André Renato Servidoni, que representa Eduardo Liboni, o analista de sistemas não tinha consciência de que estaria cometendo o crime. "Fato que já está provado nos autos com os laudos médicos juntados", aponta no documento.  

"Por fim, insta ressaltar que Eduardo não cometeu o referido delito por preconceito, ódio ou qualquer outra razão ligada ao fato da vítima ser do sexo feminino, nem mesmo por motivo fútil ou cruel, como alega o Ministério Público na denúncia", complementa.   
 
O advogado informou que a família de Liboni lamenta a morte da vítima.

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