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Cotidiano

Dengue: Prefeitura de Ribeirão espera ano muito ruim

Menina de 8 anos teria morrido com dengue nesta quarta (15) na UPA; Pasta da Saúde pede a colaboração da propulação

| ACidadeON/Ribeirao

Prefeitura alerta para a dengue (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo ACidade)

O secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini, está pessimista para 2020 quando o assunto é dengue.

"Infelizmente a perspectiva para 2020 é que tenhamos um ano muito ruim. Se trabalharmos muito bem, conseguiremos evitar, mas se não houver a ajuda da população, poderemos ter um ano pior que 2019", alertou Scarpelini.

"Nós tivemos dois anos, 2017 e 2018 muito bons com relação a casos de dengue. Na sequência, 2019 foi muito ruim", explicou o secretário.

As declarações do chefe da pasta da Saúde foram dadas nesta quinta-feira (16), durante uma coletiva que foi exatamente para informar a população sobre o risco de epidemia de dengue.

Durante essa coletiva, a prefeitura ainda informou que uma menina de 8 anos, diagnosticada com dengue, sofreu uma parada cardíaca na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Ribeirão Preto e morreu.

"Nós perdemos uma criança acometida por dengue grave. Todos os trâmites foram adotados, mas ela não resistiu", disse.  

 
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Números preocupantes

Dados atualizados nesta quinta-feira (16) pelo Departamento de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto mostram que, em janeiro de 2020, foram notificados 580 casos suspeitos de dengue. Outros 120 casos foram confirmados.

A Secretaria Municipal da Saúde montou uma força-tarefa para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças.

Durante os arrastões de limpeza, foram recolhidas mais de 126 toneladas de criadouros do mosquito. Entre eles, mais de cim mil pneus. Durante as visitas porta a porta, foram encontrados e eliminados mais de 2.200 focos do mosquito em 80 mil imóveis.

Somente no último sábado (11), no Jardim Paiva, zona Oeste, foram encontrados 290 focos do mosquito.

Segundo Scarpelini, 80% dos focos do mosquito estão nas residências e a conscientização e colaboração da população são necessárias. 
 

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