Vai começar a maratona de depoimentos

Juiz marca para dia 24 de julho início das audiências ligadas ao esquema de apadrinhados da Atmosphera

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Cristiano Pavini
Lucinho Mendes / Arquivo pessoal
O à época vereador Walter Gomes chega à Delegacia da Polícia Federal (Foto: Lucinho Mendes / Arquivo pessoal)

 

Em decisão publicada na tarde desta segunda-feira (3), o juiz Lúcio Alberto Eneas Ferreira, da 4ª Vara Criminal, marcou para o dia 24 de julho o início das audiências relacionadas ao esquema criminoso de apadrinhamentos na Atmosphera.

Ao todo, 156 testemunhas irão depor – dez arroladas pelo Ministério Público e o restante pelos 21 acusados nesse processo.

O magistrado também rejeitou todas as 13 teses apresentadas pelas defesas dos acusados para tentar anular a investigação – desde a impossibilidade de Polícia Federal e Ministério Público Estadual atuarem juntos até ilegalidade das interceptações telefônicas. Lúcio “recebeu” a denúncia do Ministério Público, oferecida em setembro. Ou seja, verificou que não há irregularidades nas investigações e, portanto, o processo deve tramitar.

As dez testemunhas arroladas pelo Ministério Público serão as primeiras a depor. O delegado da Polícia Federal Flavio Reis, que conduziu as investigações policiais, irá inaugurar as audiências.

Em seguida, irão depor dois agentes da Polícia Federal, considerados na Sevandija os “alicerces” da investigação por terem feito o trabalho de análise das interceptações telefônicas e monitoramento em campo dos acusados, além de assinarem os relatórios de inteligência.

As outras sete testemunhas arrolados pelo Gaeco são funcionários da prefeitura e da Coderp, que serão questionadas sobre o esquema de apadrinhamento político e fraudes contratuais na Atmosphera.

Depois, serão realizadas as audiências com as testemunhas de cada um dos 21 réus – a maioria ainda sem data para ocorrer. A expectativa, porém, é que devem durar pelo menos todo o mês de agosto.

Inicialmente eram 22 acusados, mas o empresário Marcelo Plastino, proprietário da Atmosphera, suicidou-se em 25 de novembro.

Além da Atmosphera, outros dois processos tramitam na Justiça envolvendo corrupção na prefeitura: o dos honorários advocatícios de Zuely Librandi e do contrato do Daerp com a empresa Aegea.


VEJA QUEM SÃO OS RÉUS NO ESQUEMA DE TERCEIRIZAÇÃO DA ATMOSPHERA
9 vereadores
– Walter Gomes (preso)
– Cícero Gomes
– Bebé
– Genivaldo Gomes
– Samuel Zanferdini
– Maurílio Romano
– Capela Novas
– Saulo Rodrigues
– Giló

2 ex-secretários da prefeitura
– Ângelo Invernizzi Lopes (Educação, preso)
– Layr Luchesi Junior (Casa Civil e Esportes, preso)

Weber Sian / A Cidade
Marco Antonio chega ao IML de Ribeirão Preto para exames antes de ser preso (Weber Sian / Arquivo A Cidade)

 

4 Ligados a Coderp
– Marco Antonio dos Santos (Superintendente, preso)
– Maria Pandolfo (gerente financeira, presa)
– Vanilza Daniel (gerente de RH)
– David Mansur Cury (ex-superintendente da Coderp, preso)

3 Ligados à Atmosphera 
– Uesley Medeiros (advogado da empresa, responsável pelas licitações)
– Paulo Roberto de Abreu Junior (sócio de Marcelo Plastino)
– Alexandra Martins (namorada e secretária de Plastino)
– Sandro Rovani (advogado do Sindicato dos Servidores ligado a Plastino)

2 ligados à empresa MSTech
– Jonson Dias Correas (proprietário)
– Simone Cicillini (mulher de Jonson)


0 Comentário(s)

Seja o primeiro a comentar.