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Cremesp colhe assinatura para tornar exame de medicina obrigatório

População de Ribeirão Preto vê com bons olhos e espera que prova resulte numa saúde pública melhor para todos

| ACidadeON/Ribeirao



Uma caravana do Cremesp está nesta segunda-feira (12) na Praça XV de Ribeirão Preto colhendo assinaturas para um abaixo-assinado que visa a tornar o exame de medicina obrigatório para o exercício da profissão.

O objetivo do Cremesp é tornar o exame uma exigência em todas as universidades de medicina paulista, com o objetivo de melhorar a qualidade dos médicos que servem a população. Em Ribeirão Preto, pessoas ouvida pelo ACidade ON, elogiaram a iniciativa e disseram esperar que ela resulte numa saúde pública melhor para a cidade e para o Estado.  

O presidente do conselho, Lavinio Nilton Camarin, 55 anos, informou que o exame já está ativo há 13 anos nas universidades paulistas como forma somente de verificar a qualidade do ensino disposto aos alunos, ainda não tem o formato de um exame avaliativo.  

Segundo ele, se o exame for aprovado, será aplicado em três etapas de prova: uma no final do segundo ano, outra no final do quarto ano e a avaliação final junto ao término do curso.  

"As duas primeiras servirão apenas como um reforço, a ideia é que o aluno veja a sua deficiência e tenha tempo para corrigi-la ao longo do curso. Já a prova que se aplicará ao término do curso, servirá como um exame, na qual ele (o aluno) só conseguirá concluir a faculdade após conseguir a pontuação necessária para se tornar médico", afirmou Lavínio.  

Segundo o presidente, a aceitação do exame é grande, 97% da população é a favor do exame, 91% dos médicos também dizem sim para a implantação da prova nas universidades e 83,7% dos alunos que prestaram o exame em 2016 como forma de verificar a qualidade do ensino também aprovam a possível lei.  

A gestora ambiental Elisete Ushizaka, 57, que já teve problemas no serviço publico e particular de saúde, vê com bom olhos a aplicação do exame.  

"Uma vez fui ao médico com manchas no rosto e ele me receitou uma pomada para tirar verrugas. Outa vez, na hora de me receitar o medicamento, foi consultar um livro que estava em sua sala para ter certeza. Acho que a avaliação é muito importante, pois são vidas que estão em jogo", diz a gestora ambiental.  

A esperança de uma saúde público levou o arquiteto Wladimir Barbieri, 42 e o empreendedor Pablo Lisboa, 20 anos, a assinar o abaixo-assinado.  

Na opinião de Wladimir estava mais do que na hora de algo novo ser implantado aos formandos "Acho importante, não só com a medicina, mas em todas as áreas possíveis. Evitaria erros, assinei por que sou a favor de uma melhor qualidade no serviço médico".
Pablo segue a mesma linha, "Se for pra melhorar a qualidade da saúde no País, ou no Estado, eu sou a favor. Assinei, pois creio que isso vai ajudar toda população em um futuro próximo".  

A aceitação do projeto é vista com bons olhos pela população, segundo o ex- presidente da CREMESP, Isac Jorge Filho, 75, "Não tem como alguém ser contra o projeto. A ideia é melhorar a qualidade do médico formado no Estado de São Paulo. A intenção é quebrar barreiras e passar este conceito para todo o Brasil. Hoje, praticamente todos são a favor, a aceitação é unanime." (Túbero Neto, com supervisão de Rita Magalhães)

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