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O caminho da água em Ribeirão Preto

Estudos calculam que o Aquífero Guarani já rebaixou até 70 metros em alguns pontos nos últimos 57 anos

| ACidadeON/Ribeirao

 

Aquífero: Principal área de recarga fica na zona Leste (foto: Weber Sian / A Cidade)

 
No Dia Mundial da Água, A Cidade mostra o caminho percorrido pelo líquido desde o Aquífero Guarani até chegar às torneiras da população. Estudos calculam que o manancial subterrâneo já rebaixou até 70 metros em alguns pontos nos últimos 57 anos.  

O uso consciente da água está distante, já que o ribeirão-pretano consome, em média, 256 litros por dia, mais que o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, 110 litros. Por outro lado, 37% da água captada se perde por causa de vazamentos.


O caminho da água

* 100% da água que abastece Ribeirão Preto é captada do Aquífero Guarani.

* Os 108 poços em funcionamento em Ribeirão perfuram a camada de arenito do Aquífero, pois a água está infiltrada entre os poros da rocha.

* Bombas submersas dentro dos poços fazem a sucção da água subterrânea e projetam o líquido para a superfície. A profundidade da água sob Ribeirão Preto varia entre 30 metros e 150 metros, dependendo do trecho.

* Na rede, a água recebe tratamento de flúor e cloro, apesar de ser considerada potável antes mesmo de ser tratada. O tratamento é feito para evitar contaminações futuras na chegada do líquido pela tubulação até a caixa das residências.

* A água tratada é bombeada a 80 reservatórios. Em alguns casos, passa antes por 40 estações elevatórias, com a função de remanejar o líquido para as partes altas onde estão os reservatórios ou mesmo enviar a água para outros setores.

* A subutilização dos reservatórios faz com que cerca de 70% dos poços do Daerp ainda injetem água direto na rede de distribuição, prática que aumenta os riscos de vazamentos por conta da alta pressão do líquido o reservatório promove o equilíbrio.

* Por gravidade, a água dos reservatórios vai para as caixas dágua das residências e sai das torneiras. Hoje há 192 mil ligações de água em Ribeirão Preto.  

O caminho da água em Ribeirão (Arte / A Cidade)

Situação do Aquífero

- Estudos encomendados pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) mostram que o Aquífero Guarani rebaixou até 70 metros em Ribeirão Preto entre 1960 e 2017

- O Ministério Público tenta obrigar a prefeitura a proteger uma área de recarga do Aquífero Guarani na zona Leste de Ribeirão, do tamanho de 9 mil estádios do Maracanã

- O intuito é que o local não seja urbanizado. A ação foi movida em 2015, mas ainda não saiu decisão em 1ª instância. A previsão da promotoria é que a sentença saia até o final do ano

- Em fevereiro de 2017, a Justiça obrigou o governo do Estado a proteger uma área de recarga do Aquífero em seis cidades da região, determinando que fosse criada uma APA (Área de Proteção Ambiental) abrangendo Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Santa Cruz da Esperança, Altinópolis, Serra Azul e Santo Antônio da Alegria. O Estado recorreu da decisão, mas o recurso ainda não foi apreciado pelo Tribunal de Justiça  

Desperdício de água
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo diário de água para atender às necessidades básicas do cidadão seja de 110 litros. 256 litros é a média de consumo diário atual do ribeirão-pretano mais que o dobro do recomendado.  

37% é o que se perde do total de água captada por causa de vazamentos em redes ou reservatórios. 316 vazamentos de água aguardam reparos pelo Daerp hoje.  Previsão é que sejam reparados dentro de 15 dias. 115 é o canal de reclamações, das 7h às 19h, por telefone. Reparos podem ser solicitados 24 horas pelo site www.daerp.sp.gov.br ou pelo aplicativo RiberON.

Ações educativas promovidas pelo Daerp  

Palestras nas escolas, distribuição de cartilhas educativas e eventos sobre uso consciente da água, como a Semana da Água, aberta ontem no Bosque Municipal. O espaço público abriga uma exposição até amanhã sobre o tema, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. A entrada é franca e o horário para visitação é das 9h às 17h.

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