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Morte por afogamento em Ribeirão é mais comum entre crianças de 1 a 4 anos

Levantamento feito pelo ACidade ON no DataSUS chama atenção para os riscos em piscinas; duas crianças foram encontradas boiando nos últimos quatro dias na cidade

| ACidadeON/Ribeirao

17 crianças e adolescente, entre 0 e 14 anos, morreram afogados de 2010 a 2016 (Foto: F.L.Piton 09/15)
 

De 2010 a 2016, Ribeirão Preto registrou 58 mortes por afogamento, sendo 17 apenas entre crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. A maior incidência é entre vítimas de 1 a 4 anos. Os dados oficiais, analisados pelo ACidade ON junto ao DataSUS, são os mais atualizados até o momento - e suficientes para ligar o sinal de alerta neste mês de férias. 

O levantamento indica que, todo ano, ao menos dois menores morrem no município em consequência deste tipo de acidente. O número de casos com sobreviventes não foi divulgado.  

Só nos últimos quatro dias, contudo, duas ocorrências foram registradas pela Polícia Civil. Um menino e uma menina foram encontrados pelos pais boiando em piscinas residenciais ainda a tempo de serem resgatados. Ambos precisaram ser reanimados por equipes do Corpo de Bombeiros e passam bem.  

"No mais recente, os pais correram com a filha, já apresentando parada cardiorrespiratória, até a base mais próxima e os procedimentos foram feitos [...]. Ela foi transferida estável a um hospital, mas esse não é o protocolo", afirma o tenente Bruno de Souza Ribeiro.  

A principal recomendação, segundo o socorrista, é pedir ajuda através do 193 o mais rápido possível, para que as devidas instruções sejam passadas e uma viatura designada ao local.  

Dicas de prevenção também foram destacadas por ele, como acompanhar as crianças enquanto brincam; manter espaços aquáticos fechados com lonas e/ou grades de proteção; isolar os ralos e manter os pequenos longe de baldes d'água e até vasos sanitários.  

O mesmo vale para ambientes públicos com água, como represas, mares e clubes de lazer. "Aqui não é comum, mas os afogamentos ocorrem mais nessa época. O recesso escolar e aumento das temperaturas são alguns dos motivos. Quanto mais nova a criança, maior o risco", finaliza Ribeiro. 

Dados nacionais  

De acordo com a ONG Criança Segura, afogamento é a segunda causa mais comum entre mortes infantis no País (0 a 14 anos) e representa 24,5% do total. Todos os anos 3,7 mil morrem e outras 113 mil são hospitalizadas por ao menos seis complicações 'em comum'.  

São elas (além da já citada): trânsito, quedas, sufocação, queimaduras e intoxicação. Nas causas de internações por acidente, os casos relacionados a armas de fogo também foram analisados no estudo.  

Ainda entre 2010 e 2016, a taxa de crianças que morreram afogadas cresceu ano-a-ano, com exceção de 2014. Um a 14 anos é a faixa etária mais atingida.  

No primeiro, 729 morreram, seguido por 735 em 2011, 756 em 2012, 825 em 2013, 785 em 2014, 810 em 2015 e 826 no último período. Os dados consolidados de 2017 e 2018, somados com base no SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), ainda não foram divulgados.  

Prevenção de acidentes com água  

- Não manter água acumulada desnecessariamente, como em banheiras, poços e baldes
- Construir pontes seguras e instalar sistemas de bombagem de água para poços abertos
- Construir e manter proteções laterais às piscinas
- Usar colete salva-vidas em passeios de barco
- Cobrir tanques e depósitos de armazenamento de água  

Fonte: Relatório Mundial sobre Prevenção de Acidentes a Crianças da Unicef  

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