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CoronaVac: 'Dose de otimismo', diz médico do HC sobre eficácia

Profissional afirma que percentual de eficácia global da vacina de origem chinesa contra o coronavírus é suficiente para reduzir números de casos e mortes

| ACidadeON/Ribeirao

 

CoronaVac está em produção no Brasil (Foto: Divulgação)

O médico infectologista Fernando Belissimo, voluntário dos testes da CoronaVac realizados no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto, disse que os 50,38% de eficácia global da vacina contra o coronavírus são suficientes para reduzir os números de casos e mortes. O percentual foi anunciado nesta terça-feira (12). 

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O índice da eficácia global do imunizante produzido pelo Instito Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos: leves, moderados ou graves. 

Na semana passada, foram divulgados os índices de 77,96% para casos leves e de 100% para moderados e graves da doença, com base em estudo que inclui participantes em Ribeirão.  

"Eu os vejo com uma dose de otimismo no sentido de que essa eficácia provavelmente é suficiente para reduzir o número de casos e reduzir o número de óbitos pela doença. Ela não é ideal no sentido de possibilitar a erradicação da circulação do vírus, que seria um objetivo secundário da vacinação, mas vai nos auxiliar no objetivo primário, que é reduzir o número de óbitos, o número de casos graves e o número de internações", disse o médico em entrevista à EPTV.  

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que os testes precisam obter 50% de eficácia mínima. 

Em todo o país, 12.508 voluntários -  todos profissionais de saúde - participaram do estudo em 16 centros de pesquisa, incluindo o HC de Ribeirão.

"A aceitação foi muito boa, a incidência de eventos adversos foi muito baixa, eventos leves, dor no local da injeção foi o mais frequente. Essa é uma outra vantagem dessa vacina, ela é muito segura e utiliza uma metodologia de fabricação das mais antigas, mais conhecidas, diferentemente de outras vacinas mais modernas que a gente não sabe muito bem qual é o perfil de segurança a longo prazo", avaliou o profissional. (Com EPTV)

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