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Ex-policial acusado de integrar grupo de extermínio será julgado nesta quarta-feira (21)

Ricardo José Guimarães vai a júri popular pela morte da dona de casa Tatiana Assuzena; crime ocorreu nos Campos Elíseos em março de 2004

| ACidadeON/Ribeirao

 

 

 

Ricardo José Guimarães vai nesta quarta-feira (21) a mais um julgamento (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)
 

 

 

 

O ex-policial civil Ricardo José Guimarães vai a júri popular nesta quarta-feira (21) no Fórum de Ribeirão Preto pela morte da dona de casa Tatiana Assuzena. Guimarães é suspeito de ter cometido, pelo menos, 12 homicídios e acusado de integrar um suposto grupo de extermínio formado por policiais civis e militares que atuou em Ribeirão Preto entre 1996 e 2004.  

Tatiana foi morta com 24 anos nos Campos Elíseos em 24 de março de 2004. Segundo o Ministério Público, o alvo de Guimarães seria o noivo de Tatiana, Almir Rogério da Silva, um antigo desafeto. A mulher pode ter sido morta por engano ou vingança.  

De acordo com José Gaspar Figueiredo Menna Barreto, promotor do Ministério Público, a audiência está prevista para começar às 10h e a expectativa é que seja encerrada ainda na quarta-feira.  

Além de Guimarães, o ex-investigador Rodrigo Cansian e Karina Modesto também serão jugados. Ambos aguardam o julgamento em liberdade após um habeas corpus. "Pretendo que os três sejam condenados por tentativa de homicídio, homicídio consumado duplamente qualificado e também por constrangimento ilegal", afirma.  

Guilherme Eli Assuzena, filho de Tatiana Aparecida Assuzena, afirmou ao ACidade ON estar ansioso para saber qual será o encerramento da história. "É a primeira vez que vou poder ver o Guimarães cara a cara. Vou ficar mais contente quando souber que ele foi condenado".  

O eletricista de veículos de 21 anos, que irá depor nesta quarta, conta que se lembra com detalhes da cena que viveu há 14 anos. "Estava dormindo em um colchão no chão ao lado dela. Acordei com ela gritando para eu ir ao banheiro, foi na hora que teve o disparo", relembra o jovem.  

Ricardo foi condenado em dezembro de 2017 à pena de 48 anos de prisão pelos assassinatos e ocultação de cadáveres de dois ex-policiais civis, ocorridos em julho de 2005 no Uruguai. Em julho, ele também foi condenado à 72 anos de prisão pelas mortes dos adolescentes Enoch de Oliveira Moura, 18 anos, e Anderson Luís de Souza, 15, ocorridas em maio de 1996. Guimarães foi preso em 2007 e levado À Penitenciária de Tremembé (SP), onde está desde então.  

Outro lado
Procurado, o advogado do ex-policial, Cezar Augusto Moreira, não retornou as ligações e mensagens da reportagem.

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