Aguarde...

cotidiano

Enfermeira de Ribeirão pode ter tido covid-19 duas vezes

Estudo da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto aponta que jovem apresentou sintomas da doença nos meses de maio e junho

| ACidadeON/Ribeirao

Testes para detecção do novo coronavírus (Foto: Denny Cesare/Código 19)
 
Um estudo da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto apontou que uma mulher de 24 anos, que trabalha como enfermeira, pode ter sido contaminada duas vezes com o novo coronavírus (covid-19). O documento foi divulgado nesta quarta-feira (5) pela universidade.  

CLIQUE AQUI E LEIA MAIS NOTÍCIAS SOBRE RIBEIRÃO PRETO
 
De acordo com o estudo, a mulher, que é moradora de Ribeirão Preto, teve contato com um colega de trabalho diagnosticado com a covid-19 no dia 4 de maio. Os pesquisadores apontaram que ela passou a apresentar sintomas da doença dois dias depois, como dor de cabeça, mal estar, febre, dor de garganta e congestão nasal.  

Inicialmente, ela foi submetida a um exame para detecção do novo coronavírus, que deu resultado negativo. Contudo, como os sintomas continuaram, foi solicitado que a enfermeira repetisse o teste cinco dias depois, com resultado positivo.  

Entre os familiares da mulher, duas pessoas desenvolveram sintomas gripais, mas elas não foram testadas para confirmação da covid-19. Segundo a pesquisa, as duas pessoas evoluíram clinicamente bem, com os sintomas tendo desaparecidos 10 dias depois.  

Segundo a pesquisa, a mulher passou 38 dias assintomática e voltou a trabalhar. Porém, no dia 27 de junho, ela acordou apresentando sintomas como mal-estar, dor de cabeça, fadiga, fraqueza, sensação febril e dor de garganta, entre outros.  

No quinto dia após a volta dos sintomas, a enfermeira foi submetida a nova coleta de exames para o diagnóstico da covid-19, que resultaram positivos. Outro exame colhido no mesmo dia apresentou resultado não reagente. Nesse mesmo período, de forma concomitante, seus dois familiares também tiveram confirmação da covid-19.  

O estudo afirma que a paciente evoluiu clinicamente bem, não necessitando suporte ventilatório, nem internação hospitalar. Os sintomas agudos resolveram-se em 12 dias, porém a dor de cabeça e a perda de olfato continuaram nos 33 dias seguintes.  

Outros dois exames foram realizados, inclusive um nesta quarta, que também apontou resultado positivo para covid-19.  

De acordo com os pesquisadores, o caso relatado tem "forte evidência" para uma reinfecção pelo novo coronavírus. Até o momento, situação parecida foi diagnosticada apenas uma vez, em um paciente de Boston, nos Estados Unidos.

"Apoiam essa hipótese evidências clínicas (sintomas compatíveis e típicos), laboratoriais (resultados virológicos e sorológicos positivos) e epidemiológicas (contato com casos confirmados em ambas as circunstâncias) [...] para confirmação de caso da doença", escreveram os autores do estudo.   
 
No entanto, eles não descartam a possibilidade que um ou mais exames tenham apresentado resultado falso positivo.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta traz "implicações clínicas e epidemiológicas" que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades de saúde.  

Leia mais:
Ribeirão Preto ultrapassa 15 mil casos confirmados de covid  

Ocupação de leitos de UTI começa a quarta-feira em 73,33%

Mais do ACidade ON