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Mãe relata que funcionária de escola mandou o filho dela se matar

Criança de 10 anos sofre com depressão estuda na Escola Estadual Hermínia Gugliano, na zona Oeste de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

Caso aconteceu com o filho de Jennifer em uma escola estadual, na Vila Tibério (Foto: Weber Sian/ACidade ON)
A mãe de uma criança de 10 anos de idade afirma que uma inspetora escolar mandou o filho "se matar" e "ir para o inferno". O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (7), na Escola Estadual Hermínia Gugliano, que fica na Vila Tibério, na Zona Oeste de Ribeirão Preto.  

A mãe, além de registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), solicitou a abertura de investigação sobre essa situação.  

A doméstica Jennifer Gonçalves Oliveira conta que o filho, que está no quarto ano do ensino fundamental, brincava com um colega de escola, quando o outro garoto teria tropeçado no filho dela e caído no chão. Neste momento, uma agente escolar, que estava próxima das crianças teria feito a "sugestão" para o aluno.  

"Por que você não se mata e vai para o inferno?", relata Jennifer, que explica que o filho realiza um tratamento no Hospital das Clínicas, encaminhado pela própria escola, em que foi constatado que a criança sofre com déficit de atenção na aprendizagem, além do diagnóstico de um caso de depressão.  

"Você escutar isso, não é fácil, ainda mais uma criança de 10 anos que faz tratamento. Ele está bem triste. É muito difícil, porque nós achamos que o nosso filho vai para a escola aprender, e está tendo tanto caso de criança e adolescente tentando se matar e mandam o meu filho se matar. Se ele chega em casa e tenta alguma coisa?", questiona a doméstica, que denunciou o caso na diretoria regional de ensino, que deve apurar o caso.  

A reportagem do ACidade ON Ribeirão procurou a Diretoria de Ensino, porém o órgão informou que se manifestaria apenas pela assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação. Por meio de nota, a Diretoria Regional de Ensino (DE) de Ribeirão Preto informa que instaurou processo de apuração preliminar e enviará um supervisor à escola para analisar o caso. A DE está à disposição dos pais ou responsáveis pelo aluno para quaisquer esclarecimentos.

É preciso uma formação continuada  

A psicopedagoga Elaine Assolini, professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP), acredita que em situações como essa, é preciso ter uma profunda investigação sobre o que levou a agressão verbal, além de demandar apoio psicológico para a criança.  

A especialista ainda diz que a rede de ensino deve investir na formação continuada de todos os funcionários das escolas, para que estejam preparadas em como lidar com crianças que necessitem de algum tipo de acompanhamento especial.  

"São processos de formação constantes, para que os profissionais possam lidar com diferentes desafios que acontecem diariamente. Apesar de ser um caso difícil, não é um caso isolado. É desafiador", afirma a psicopedagoga, que relata as dificuldades que enfrentam os profissionais da educação no trato com as crianças.  

"Para os profissionais que estão na escola, também é difícil lidar com crianças que, às vezes, tem alguma necessidade educacional especial. Essas crianças e adolescentes precisam de cuidadores", concluiu.
 
*informação atualizada às 12h45, de 8 de fevereiro de 2019.

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