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Morte de dentista agredido na porta de boate completa 4 anos

Acusado por lesão corporal seguida de morte, o estudante de Direito Gabriel Navarro responde ao processo em liberdade

| ACidadeON/Ribeirao

João Paulo Camilo morreu uma semana depois da agressão, vítima de traumatismo craniano (Foto: Redes sociais)
 

A morte do dentista João Paulo de Moraes Camilo, de 24 anos, que foi agredido na porta de uma casa noturna, na zona Sul de Ribeirão Preto, e sofreu traumatismo craniano, completa quatro anos nesta quinta-feira (8). A briga teria sido iniciada após um pedido negado de cigarro. 

O acusado, Gabriel Navarro, ainda responde ao processo em liberdade. Ele foi condenado em 1ª estância, em abril de 2016, no processo de lesão corporal seguida de morte a nove anos de prisão em regime fechado. À época, ele não foi encontrado e chegou a ser considerado foragido da Justiça. No mês seguinte, teve a decisão revogada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). 

Ao ACidade ON, o advogado de defesa, Ariovaldo Moreira, confirmou que, atualmente, o jovem segue estudando Direito em Ibitinga (SP), onde mora com os pais.  

"Estamos aguardando um novo recurso, que pode ser julgado a qualquer momento, chamado embargo de divergência. A intenção é diminuir a pena dele", explica.  

Já a assistente de acusação, Maria Cláudia Seixas, que também defende a ex-prefeita Dárcy Vera, ressaltou que aguarda os novos resultados e "espera serenamente que se faça justiça".  

A família, no entanto, ainda sofre com o fato. O primo do dentista, Fernando Oliveira, diz ser uma aflição não ter respostas sobre a condenação do autor. "Encontrei minha tia no último feriado de Finados e foi muito triste enxergar a tristeza dela. Desde o acidente, ela se afastou e convive mais só com o meu tio. Eles ficam reclusos porque ainda não se conformaram".  

"João Paulo era um menino muito tranquilo, estudioso e nunca foi de briga. Ele tinha planos de seguir tocando o negócio do pai. Foi muito injusto o que aconteceu com ele", finaliza o primo. 

Relembre ao caso  

No dia 2 de novembro de 2014, testemunhas relataram à polícia que João Paulo foi atingido por um soco no rosto durante a madrugada, na porta da então boate Villa Mix, após ter negado cigarro a um desconhecido. Ele teria caído no chão já inconsciente e bateu a cabeça.  

O suspeito, que estaria embriagado e fugiu após a briga, foi identificado quatro dias depois como Gabriel Navarro, à época com 19 anos. Ele foi indiciado por lesão corporal dolosa depois de se apresentar na Polícia Civil de Ibitinga, mas negou as acusações.  

Já o dentista, que foi socorrido em estado grave ao hospital, passou por cirurgia e ficou em como induzido, mas morreu uma semana depois, no dia 8, vítima de traumatismo craniano.  

O caso causou comoção na cidade e foi tema de uma passeata com mais de 250 pessoas no Jardim Botânico. Amigos e familiares vestidos de branco seguiram até a avenida Nove de Julho, onde o crime aconteceu, com cartazes e a Polícia Militar acompanhando o manifesto.

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