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Venda de carros 0 km mostra recuperação em Ribeirão Preto

No entanto, números de 2019 e 2018 ainda estão longe do auge alcançado em 2010 e 2011; Fundo do poço foi em 2016

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O professor Vicente Golfeto é colunista do portal ACidade ON (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
 
Venda e licenciamento de veículos motorizados
 
Com informações obtidas diretamente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) formulamos o quadro abaixo que mostra, com números, a venda e o licenciamento de veículos motorizados em Ribeirão Preto em onze exercícios econômicos de 2009 a 2019, consecutivamente.
 


 
Como podemos ver, trata-se de números referentes ao licenciamento de automóveis, de unidades comerciais leves, de caminhões, de ônibus e de motos, indicando ainda um total anual de comportamento do setor. 

Veículo comercial ligeiro (ou leve) é a designação utilizada na legislação da União Européia para as unidades que transportam mercadorias com uma massa máxima de até 3,5 toneladas ou 3.500 kg. Entendemos não ser necessário explicar o que contêm as outras modalidades de veículos motorizados. Estamos falando de automóveis, de caminhões, de ônibus e de motos. 

 
Tentando explicar com palavras o que os números expressam, formulamos os quatro itens abaixo:  

1- A venda e o licenciamento de automóveis atingiram, em Ribeirão Preto, o fundo-do-poço em 2016 quando se chegou a 12.464 unidades vendidas e licenciadas. Era a crise que estava indicando que caminhávamos para uma recessão longa e profunda. 
Mas, no que toca às outras modalidades de veículos, comercial leve, caminhão, ônibus e moto, o comportamento não foi diferente. O fundo-do-poço também foi em 2016. Voltando aos automóveis, quando parecia que a recuperação, notada em 2018, ia ter sequência (modesta, no entanto) eis que houve um engasgo em 2019. Parece, neste caso, que tem ocorrido um híbrido como causa. Parte desse comportamento volátil deve-se à crise a que nos referimos. Mas parte afigura-se-nos cultural mesmo; 

2- Quanto aos veículos comerciais leves, cuja venda e cujo licenciamento de novas unidades chegou ao mínimo em 2016, começou a recuperação em 2017, manteve a ascensão em 2018 e teve sequência também em 2019;  

3- A frota nacional de caminhões estava, e ainda está, envelhecida. Cremos que, para reduzir custo de manutenção, o fundo do poço, evidenciado em 2016, começou a desaparecer nos anos imediatamente seguintes. Neste caso, solicitamos a atenção dos prezados leitores, inclusive no sentido de nos ajudar a entender, com palavras, aquilo que os números podem esconder; 

4- Quanto às motos, os números são menos estressantes. A venda e o licenciamento de novas unidades atingiram o mínimo em 2016. De lá para cá, a recuperação tem sido constante.

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