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Economia

Empresários de Ribeirão pedem mais segurança para investir

Wilson Melo, presidente do Investe SP, prevê que a desestatização possa gerar investimentos de R$ 40 bilhões em São Paulo

| ACidadeON/Ribeirao

 
"Para que os empresários possam voltar investir, é preciso ter segurança de que os negócios também vão aumentar". Esse é o posicionamento do presidente da Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), Dorival Balbino, que acredita que além da facilidade de acesso ao crédito, os empreendedores precisam estar seguros quanto ao crescimento do País.   
 
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"O País está com o crescimento baixo, e quando está com o crescimento baixo, as empresas ficam temerosas em fazer investimento para que possa gerar maior produção", afirma o empresário. E, esse, foi um dos temas discutidos no Seminário Investe RP, na manhã desta segunda-feira (21).  

Além de Balbino, estiveram presentes o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), o presidente do Investe SP, Wilson Melo, e a superintendente do Desenvolve SP, Ana Paula Shuay. No encontro, todos foram unânimes quanto à necessidade de que a economia do País cresça mais do que o previsto (o Banco Central prevê que a economia cresça apenas 0,8% em 2019).  

Para o presidente do Investe SP, Wilson Melo, a perspectiva para os empresários do Estado de São Paulo pode melhorar em relação ao restante do País, já que a previsão de aumento do PIB (Produto Interno Bruto) estadual é o dobro do restante da federação -  cerca de 1,7% de crescimento.  

De acordo com Melo, isso se deve a atração de investidores para o estado em razão do programa de desestatização, que pretende vender 20 aeroportos regionais - entre eles o Leite Lopes, em Ribeirão Preto - e de outras empresas estatais, como a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), por exemplo.  

A expectativa de que a desestatização possa gerar investimentos de R$ 40 bilhões em São Paulo. "Estamos apresentando os bons projetos, sejam eles o programa de desestatização do estado, mas também das oportunidades no setor privado", afirma Melo.  

Contudo, ele defende para que esses recursos possam se tornar realidade, é preciso garantir a conclusão das reformas, como a Tributária, além da estabilidade política. "Na reforma da Previdência já passamos por essa fase, e aí você tem algumas reformas que são importantes, como a Tributária e a Administrativa, que vão tirar um pouco do peso do estado no dia a dia do investidor", salienta. 


Atraindo os pequenos empresários
 
Desde 2009, o Desenvolve SP, já financiou cerca de R$ 128,8 milhões em projetos da iniciativa privada e do setor público em Ribeirão Preto. E, de acordo com a superintendente de Negócios do banco, Ana Paula Shuay, o objetivo é ampliar os aportes, já que facilitou o acesso ao crédito para pequenos empresários.  

O banco diminuiu as exigências mínimas de faturamento para as empresas cadastradas e, também, ampliou o limite de crédito, que chegou a R$ 1 milhão. "Nós conseguimos dar capilaridade para as empresas poderem acessar de maneira mais fácil o crédito, que é isso que desburocratiza", pontua.  
 

Parte do Poder Público
 
Para o prefeito Duarte Nogueira,  o poder público precisa ouvir mais a classe empresarial para que facilite os investimentos na cidade. De acordo com Nogueira, a cidade pode criar nas leis complementares do Plano Diretor mecanismos que facilitem a relação com as atividades comerciais.  

"Primeira coisa é articular todos os atores. Você tem que criar um canal de diálogo, de informações entre os empreendedores, potenciais empreendedores e o Poder Público, para que, em diálogos como esse, a gente identifique onde mais podemos atuar, para simplificar a vida do empreendedor, tirar gargalos burocráticos, problemas que estejam dentro das variáveis que nós podemos controlar", afirma.  

Atualmente, estão em discussão a formulação do Código de Posturas Municipais, Código do Meio Ambiente, e a lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo. Ainda não há previsão de quando serão encaminhadas para votação na Câmara Municipal. 


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