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Nas alturas, torcedor solta o verbo: 'Vai, Brasil!'

Deonilo Moré, aposentado de 89 anos, pintou a bandeira do Brasil no telhado de casa, no Ipiranga, zona Norte de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

 
 
  

Ter uma camiseta da seleção, usar verde e amarelo e gritar em frente à TV nos jogos do Brasil durante a Copa do Mundo, não é o ápice para um torcedor como Deonilo Moré. O aposentado de 89 anos é um torcedor especial.  

Apesar da idade, o aposentado decidiu externar para toda a cidade sua paixão pela Seleção Brasileira.  Subiu no telhado de casa, no Ipiranga, zona Norte de Ribeirão Preto em com a ajuda de um profissional, pintou uma megabandeira do Brasil.  

"Como é Copa do Mundo, tinha que fazer uma coisa bonita", disse Moré. "Vem do coração", diz o aposentado sobre o amor ao evento esportivo.  

Foram utilizados 60 litros de tinta nos dois telhados, em dois dias de trabalho, segundo o aposentado, com um gasto de aproximadamente R$ 1,200. 

Moré garante que subirá no telhado novamente nas próximas edições da Copa. "Se eu estiver vivo, farei a mesma coisa. E ainda subirei a escada de costas", brincou o aposentado.   

Replay    

Mas não é a primeira vez que o aposentado faz a arte com a bandeira. Nas últimas três edições - de 2006, 2010 e 2014 ele também pintou o telhado.  

Apesar da paixão pela Seleção Brasileira e da esperança de que o Brasil conquiste o Hexa nesta edição da Copa do Mundo, o jovem idoso não aposta dinheiro nisso não. "Gostaria que fosse o Brasil, mas aposto na Alemanha", disse.  

Moré é pai de seis filhos. Agitado e bem humorado, ele não para um segundo, como diz a filha Nilva Moré, agente de viagens de 60 anos.  "É uma pessoa diferenciada. Ele é o cara. Exemplo de dignidade, hombridade e alegria de viver", disse. Apesar da vitalidade, às vezes, deixa a filha um pouco preocupada.  

De acordo com Nilva, o pai não mede consequências, mas ela sabe que ele gosta de ser diferente e de uma boa foto. A família inteira acompanha os passos do jovem-aposentado. "Quando começou a pintar o telhado, ele virou pra mim e falou: vem aqui, bate foto", brinca a agente. "Eu sei que ele gosta, então já vou lá e bato. Mando para os sobrinhos, irmãos", disse.  

Vitalidade  

Nascido em uma fazenda, localizada em Severinia, a 10 km de Olímpia, e filho de uma família de 17 irmãos, Moré começou trabalhar bem cedo.  

Ajudou a mãe a cuidar dos irmãos mais novos e depois trabalhou na roça. Mudou-se para Olímpia com a própria família, e virou comerciante. Em 1976, veio para Ribeirão e passou a construir e vender casas.  

A residência onde vive, construiu com as próprias mãos num terreno com duas casas e um prédio com quatro apartamentos. "Nunca teve paciência em esperar os ajudantes de pedreiro e colocou muito a mão na massa. Carregava com destreza as latas com massa pra cima dos andaimes", disse Nilva.  

O segredo de tanta vitalidade para Moré tem um motivo. "Trabalhar bastante é bom para a saúde", afirmou. "Estou vivo e não tomo remédio. Nunca tomei uma injeção, graças a Deus", disse Moré.  

Vida agitada  

Dar cambalhota e fazer flexão com duas cadeiras são alguns dos dons que o aposentado possui. Além disso, ele adora dançar. "Sou dançarino e tenho até uma taça que ganhei em Sertãozinho, em primeiro lugar", disse. "Samba, valsa, rancheira, todo tipo de dança. Sou bom em um forró e ainda sapateio bem", afirmou.  

A filha afirma que em festas e cruzeiros, o pai chama a atenção. Principalmente em competições que elegem o homem mais bonito.  

Segundo Nilva, rapazes sarados e bonitos aparecem, mas no final, Moré aparece vestido de mulher. "Ele gosta de fazer as pessoas rirem e adora uma festa", afirmou.  
 

Aposentado pintou bandeira do Brasil no telhado de casa (Fotos: Arquivo pessoal)

Outras bandeiras  

Não foi apenas o aposentado que pintou a bandeira em um telhado na zona Norte. Próximo dali, Luciane Paturalaskim administradora de 27 anos, filha de Vito Donizete Paturaloki, diz que durante a Copa, a família fica em festa.  

Desde que ela era pequena, o pai celebra o evento, como disse Luciane. "Esse ano ele gastou R$ 500, porque veio um pintor", disse. Mas não é só o telhado que Vito passa a tinta.  

Na rua, com autorização e desde que seja tudo planejado, a bandeira do país também já ficou estampada no asfalto para animar a torcida do bairro, mas não neste ano.  

2x0  

No últimojogo do Brasil, no sábado (22), Luciane conta que foi uma loucura. O pai, Vito, ganhou em um bolão R$ 60. O dinheiro seria gasto com um produto especial.  "Ele apostou dois a zero e saiu, gritou, pulou e ficou até vermelho", afirmou. "Disse que iria gastar tudo em bebida", brincou a administradora.  

(Germano Neto com supervisão de Rita Magalhães)


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