Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

Lazer e Cultura

Palavras combinadas com os leitores de Ribeirão Preto

Autora Marina Colasanti estreia no programa Combinando Palavras, da Feira do Livro, com alunos da rede pública

| ACidadeON/Ribeirao

Autora Marina Colasanti estreia programa na Feira do Livro (foto: Divulgação)
 
Esta reportagem tem a garantia de apuração ACidade ON.  
Diga não às fake news!


Aos 80 anos, com mais de 60 obras publicadas e encantando crianças, jovens e adultos, Marina Colasanti é a autora infanto-juvenil homenageada e um dos destaques da programação da 18ª Feira Nacional do Livro, que será lançada hoje à noite, no Theatro Pedro II. Durante os oito dias de Feira, de 20 a 27 de maio, serão 250 atividades culturais.  

Com livros de poesia, contos, crônicas, livros infanto-juvenis e ensaios, Marina tem um dos mais consistentes projetos literários do país e ganhou sete prêmios Jabuti. Já veterana na Feira do Livro, nesta edição a escritora dá nome ao Prêmio do concurso literário, participa de Salões de Ideias e estreia no projeto "Combinando Palavras", em que irá falar para alunos dos 6º ano da rede pública de ensino.  

"Vamos dispostas a escutar e gerar, de fato, um encontro para elas e que extraiam algo desse encontro, seja uma lembrança positiva, uma palavra, uma frase...que conservem", revela.  

Nascida em Eritréia, a autora morou na Itália e mudou-se para o Brasil em 1948. Vinte anos depois publicou sua primeira obra, "Eu sozinha", que acaba de ser reeditado. Em plena produção, este ano publica o livro infanto-juvenil "Classificados e Nem Tanto 2" (Record) com ilustrações de Rubem Grillo, e "A Cidade dos Cinco Ciprestes" (Global), além do de poesias para adultos, "Mais Longa Vida" (Record).  

Marina ressalta que há duas correntes quando se trata de literatura infanto-juvenil. A primeira delas é vinculada ao ensinamento e com viés mais didático, em que a ficção serve para ensinar algo à criança que esteja relacionado ao momento social, a exemplo de temas como bullying, racismo, igualdade e divórcio.  

A outra vertente pretende ensinar a vida, como os livros de Marina. "Os ensinamentos temporais se esgotam e a literatura é um instrumento para melhor conhecimento da vida, que está além desse conhecimento", explica a autora.

Visibilidade  

Para a escritora, a Feira Nacional do Livro é importante por dar visibilidade ao livro, no país onde ele é uma entidade oculta. E que estimula a leitura entre o público infantil, já que as crianças passeiam entre os estandes e têm contato com o livro. 

"A Feira serve para revelar o livro como um produto dentro de um universo de produtos, algo que a criança pode passar a consumir e que deve desejar" comenta.  

E esse amplo contato com o livro, na opinião da autora, é fundamental para que os pequenos se apaixonem pela literatura. "Para que ela possa escolher aquele que melhor lhe serve no seu momento leitor. As crianças não são todas iguais e as faixas etárias são invenção do mercado", afirma.  

Jornalista Florestan Fernandes Júnior faz leitura de clássicos na Feira do Livro (foto: Divulgação)

Autores fazem sua leitura de clássicos  

Uma das novidades deste ano na programação são as conferências "As Histórias que os Livros Contam e as Leituras que a Gente Faz", em que escritores e jornalistas convidados fazem sua própria leitura de grandes obras e clássicos da literatura mundial em torno de um tema.  

Entre eles, o jornalista Florestan Fernandes Júnior, que ao lado de Zuenir Ventura, fala de "As Histórias que os livros contam e a leitura que eu faço do poder: 1968 o Ano que Não Terminou, 50 anos depois". "O livro toca na questão dos movimentos de 68 e o que surgiu a partir deles...a repressão, o fechamento do direito dos cidadãos, algo que está de volta com outra roupagem.  

Ir para o passado e pensar o presente é bem interessante", declara Florestan. Para ele, a conferência propõe um papo interessante para o público, no sentido de localizar na história do Brasil recente e do presente e futuro que se está desenhando para o país, principalmente nesse cenário político atual.  

Música e performance   

A solenidade de lançamento contará hoje, a partir das 20h, no Theatro Pedro II, com a apresentação do espetáculo de música erudita "Canto da Alma", com a Academia Livre de Música e Artes (Alma). E ainda a performance com o diretor de teatro e ator, José Maurício Cagno e os atores e arte-educadores, Gracyela Gitirana e Joubert Oliveira, baseada no texto de Adriana Silva.

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Cadastrados

Nome (obrigatório)
Email (obrigatório)
Comentário (obrigatório)
0 comentários

Mais do ACidade ON