Cenário de novela: conheça o Parque Estadual do Jalapão

Com paisagens de tirar o fôlego, muitas cenas da novela da Globo, 'O Outro Lado do Paríso', foram gravadas no Tocantins

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O Parque Estadual do Jalapão tem 34 mil quilômetros quadrados de natureza intacta; veja mais fotos na galeria (foto: Jose Neto / Divulgação Seden Tocantins)

 

Quem acompanha a novela “O Outro Lado do Paraíso”, na Rede Globo, já deve ter se deslumbrado com as paisagens naturais que serviram de cenário a algumas cenas externas. São as belezas naturais do Tocantins, um paraíso verde e preservado no coração da Amazônia brasileira.

O Estado tem sete regiões turísticas, quatro delas com estrutura mais avançada, mas sua grande vitrine é o Parque Estadual do Jalapão, com seus 34 mil quilômetros quadrados de natureza intacta. Entre seus atrativos está a Pedra Furada, formação rochosa onde foi gravado o capítulo de estreia do folhetim global, no qual os personagens Gael e Renato se enfrentam pelo amor de Clara.

“O Tocantins tem uma grande diversidade de paisagens, biomas, belezas da natureza e riqueza cultural por conta dos indígenas e quilombolas”, comenta o superintendente de Desenvolvimento turístico do Tocantins, James Possapp.

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As gravações da novela passaram pela região conhecida como “Encantos do Jalapão”, que envolve três cidades-bases do turismo do entorno do parque: Ponte Alta, Mateiros e São Félix.

“O portal de entrada da região turística do Tocantins é a capital, Palmas, planejada, com a melhor qualidade de vida da região Norte e estruturada para o turismo”, comenta Possapp.

Nesta região está também o maior bloco de cerrado ainda preservado do Brasil. “É o maior e mais importante, por conta das bacias hidrográficas. É protegido pelas barreiras naturais de acesso e conhecido como Mosaico do Jalapão”, diz o superintendente.

Para explorar o Jalapão, o desembarque deve ser feito no aeroporto de Palmas. De lá, a maioria dos turistas inicia os roteiros em carros com tração 4x4. Uma das opções é iniciar por Ponte Alta, cidade à beira do Rio Ponte Alta, que concentra a Pedra Furada, a Cachoeira Soninho, o Cânion Sussuapara e a praia Tamburi. “O ideal é sair cedinho de Ponte Alta para visitar a Cachoeira da Velha e a Prainha. Na Cachoeira tem o rafting, em que o turista sente de perto a potência das águas” sugere o superintendente.

Comunidades quilombolas e o por do sol das Dunas

O próximo destino é a cidade de Mateiros e, a caminho, pode-se dar uma parada na comunidade quilombola Rio Nova. Ali há a possibilidade de se dormir nas casas dos quilombolas e de alimentar-se na varanda de uma das representantes. No final da tarde é hora de chegar à base das Dunas. “O maior espetáculo e uma imagem ícone do Jalapão é o porto do sol das Dunas, cartão postal em que se observa, ao fundo, as serras do Espírito Santo. Com o descer do sol, tanto a serra como a areia vão mudando de cor”, descreve Possapp. No dia seguinte, ainda em Mateiros, vale visitar a sede do Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins), que conta com painéis e informações sobre os atrativos locais. “Nele o turista pode ter noções das paisagens locais, da fisionomia do cerrado e compreender as belezas naturais do Jalapão”, explica. 

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A formação rochosa do Jalapão, onde foram gravadas cenas do primeiro capítulo da novela; veja mais fotos na galeria (foto: Emerson Silva / Divulgação / Seden Tocantins)

 

Turismo de aventura

É possível explorar as belezas do Jalapão de veículo 4x4, de bike e ainda fazer alguns passeios a cavalo. O superintendente revela que a região tem uma vocação para o turismo de aventura com rafiting, por conta da riqueza dos rios, e com trekking, como o da subida da Serra do Espírito Santo para ver o nascer do Sol. De lá, pode-se seguir para o Mirante das Dunas, para observar o desgaste natural das serras formando as dunas na parte de baixo. “Com horizontes infinitos tem um pôr do sol espetacular. A procura por essas caminhadas tem levado o Estado a permitir o turismo em trechos mais longos, como o  das Veredas, onde floresce o capim dourado”, ressalta Possapp. 

São Félix

Em São Félix há uma variedade de fervedouros - piscinas naturais em que a pressão, criada pelo fenômeno da ressurgência das águas, faz o corpo flutuar. Eles ocorrem por conta do lençol freático e a rocha impermeável abaixo dele. “Ao se entrar não se afunda. É uma experiência indescritível nas areias líquidas do Jalapão”, detalha o James Possapp.  

A pressão, criada por um fenômeno chamado ressurgência das águas, impede que o corpo afunde. Isso acontece porque, sob a piscina, há um lençol freático e, logo abaixo, uma rocha impermeável. 

Após os fervedouros, vale visitar a comunidade quilombola Mumbuca, berço do capim dourado. “O artesanato típico surgiu com dona Míuda, uma matriarca da comunidade já falecida, que aprendeu o nó do capim com indígenas que passavam por lá. E assim, o que até então eram apenas peças para uso, tornou-se o Ouro do Jalapão”, conta Possapp.

Ainda se pode pernoitar na comunidade, observar as mulheres costurando o capim nas portas das casas e adquirir o artesanato direto da fonte. Para fechar o dia: a Cachoeira da Formiga. “O tom esverdeado da água e o aquário natural encantam. A nascente da cachoeira está a cerca de 100 metros do ponto de banho e é cercada por vegetação”, define Possapp.


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