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Câmara convoca Baroni para explicar dívida de R$ 972 milhões

Presidente da Cohab-RP é aguardado hoje para falar sobre a dívida da Companhia Habitacional; montante deverá ser acardo pelo município

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Nilson Baroni vai falar em sessão que começa às 16h (Foto: Milena Aurea / A Cidade)

Ainda sob pressão após a Operação Pedra no Caminho, um desdobramento da Lava Jato, Nilson Baroni, presidente da Cohab-RP (Companhia Habitacional de Ribeirão Preto), vai hoje à Câmara, às 16 horas, dar explicações aos vereadores.   A convocação, porém, não tem ligação com a Lava Jato.    

Baroni será sabatinado sobre a dívida que a Cohab tem - segundo dados da Prefeitura, o montante é de R$ 972,4 milhões. Para o vereador Fabiano Guimarães (DEM), primeiro a levantar a necessidade da convocação de Baroni, é preciso esclarecer a situação econômica da Cohab.  

"É importante a gente saber como essa dívida foi gerada. Há um acordo feito ainda no governo Gasparini (PSDB, prefeito entre 2004 e 2008), que fez Ribeirão Preto assumir uma dívida sozinha mesmo a Cohab tendo outros municípios como sócios", disse o vereador.  

O tema dívida da Cohab veio à tona há 40 dias, quando a Câmara aprovou projeto que a Prefeitura recebeu 13 terrenos avaliados em R$ 52 milhões, para quitar parte de uma dívida da companhia com o Poder Executivo.

Outro lado  

Ontem, A Cidade tentou falar com Nilson Baroni, mas não conseguiu localizá-lo. A assessoria da Prefeitura não confirmou se ele vai realmente comparecer à Câmara. 

CPI ainda será instalada 

A Câmara também aprovou, há 40 dias, a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Cohab-RP. O autor do pedido de CPI, vereador Renato Zucoloto (PP), disse que pretende fazer a instalação após o recesso. "A Câmara para no dia 15 (de julho) para o recesso parlamentar. Como temos prazo regimental para trabalhar a CPI pretendo instalar após o recesso (a partir de agosto)", disse. 

Investigado pela Lava Jato 

Há 10 dias, Nilson Baroni foi alvo de mandado de busca e apreensão da Operação Pedra no Caminho, braço da Lava Jato. A Polícia Federal esteve no apartamento de Baroni em busca de documentos da época em que ele foi diretor da Dersa, do governo de São Paulo. Na época, Baroni informou por nota que confia na Justiça para apurar o caso. "Sempre pautei minha vida com honestidade e honradez", disse. 



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