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Política

Samanta Nogueira é cotada para assumir Meio Ambiente de Bolsonaro

Casada com Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão Preto, ela é advogada com atuação na área socioambiental e uma das responsáveis pela revisão do Código Florestal

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Primeira-dama Samanta Nogueira é advogada especialista em direito socioambiental (Foto: Weber Sian / A Cidade)

A primeira-dama de Ribeirão Preto, Samanta Pineda Nogueira (PSDB), é cotada para assumir o Ministério do Meio Ambiente no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A informação, divulgada pelo Canal Rural, foi confirmada pela mulher do prefeito Duarte Nogueira em entrevista ao ACidade ON na manhã desta quinta-feira (6).  

Advogada e professora universitária com atuação há duas décadas na área socioambiental, Samanta presta consultoria jurídica desde 2006 para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso, conhecida como bancada ruralista, e auxiliou na redação do novo Código Florestal, aprovado em 2012.  

Ela diz que está assessorando a equipe de transição de Bolsonaro, analisando a legislação infralegal do setor, como decretos e portarias.  

"A legislação tem que ser propulsora do bom desenvolvimento, e não um freio", afirmou Samanta ao ACidade ON, explicando que o presidente quer "preservar, mas sem brecar a economia".  

Samanta confirmou à reportagem que seu nome foi indicado por expoentes do "setor produtivo" para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Ela é próxima da deputada Tereza Cristina (DEM-MS), atual presidente da FPA e futura Ministra da Agricultura de Bolsonaro.  

A atual primeira-dama é considerada uma das principais responsáveis pela revisão da legislação ambiental nacional, iniciada em 2008 e concluída em 2012. "Na Câmara, sou conhecida como a mãe do Código Florestal", brinca.  

Ambientalistas criticam as mudanças na legislação como permissivas ao avanço do desmatamento, além de reduzir áreas de proteção ambiental.  Já empresários do agronegócio elogiaram a revisão.

"Eu trago comigo os valores da preservação, mas também os do desenvolvimento sustentável. Justamente por isso, na revisão do Código Florestal tive bom trânsito com os ambientalistas", diz Samanta.  

Se a indicação se confirmar, ela será colega de Ministério de Sérgio Moro, de quem foi aluna na faculdade de Direito em Curitiba. O ex-juiz da Lava Jato será responsável pela pasta da Justiça.  

Candidatura
Nas eleições de outubro de 2018 Samanta debutou na disputa eleitoral. Aos 44 anos, foi candidata a deputada federal pelo PSDB e apostou na força regional do marido Duarte Nogueira (de quem herdou o sobrenome em março, após oficializarem a união) para tentar se eleger, mas sem sucesso.  

Ela conseguiu 44,2 mil votos, dos quais 7,5 mil em Ribeirão (onde foi a sétima mais votada).  

No Estado, ficou em 111º lugar no ranking. A coligação formada por DEM, PSDB, PSD e PP elegeu 17 deputados federais paulistas. No grupo dos candidatos coligados, ela foi a 34ª mais votada.  

Para a campanha, Samanta arrecadou R$ 1 milhão. Desse montante, R$ 300 mil vieram de seu partido, o PSDB. O maior doador individual foi Rubens Ometto, presidente da Cosan, com R$ 100 mil, seguido por Wilson de Almeida Junior, empresário do grupo Pacaembu, com R$ 65 mil, e José Isaac Peres, fundador da Multiplan.   

Além do escritório de advocacia, sediado em Curitiba, Samanta também é responsável pelo Fundo de Solidariedade de Ribeirão Preto.   

No segundo turno, o prefeito Duarte Nogueira declarou apoio a Bolsonaro.