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Política

Confira a coluna do jornalista Julio Chiavenato

Das besteiras às sobras, podemos ser vítimas de palpite infeliz, mas um dia a empáfia cai

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Julio Chiavenato, jornalista e colunista do ACidade ON (Foto: Matheus Urenha / Arquivo A Cidade)

Os barateiros

Stanislaw Ponte Preta criou o FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País). Ribeirão Preto nem precisa disso: é a própria festa. Buracos, vazamentos, falhas na Saúde e na Educação, facilmente superados em outros tempos, hoje se "institucionalizaram" de tal modo que foram absorvidos pela "intelligentsia" canavieira (leia-se: burgueses e afins). Eles ignoram o que inferniza a vida do povo da periferia, reúnem-se em grupos de sábios para discutir como atrair investimentos para estimular a economia e tentam nos convencer que agem em favor da comunidade. E tome propostas burocráticas disfarçadas de "realistas". Duarte Nogueira é o prefeito que os ricos pediram a Deus e o Diabo deu aos pobres: borboleteia em torno dos poderosos de fato ou de ocasião e desconversa com cara de bom menino. Já os políticos, mesmo os que vêm "de baixo", são a borra social que os ricos colhem com espumadeira na superfície mesocrática e premiam com mimos paternalistas. Como ninguém quer virar a mesa, dão uns gritinhos, como madame a espantar baratas.
 

As sobras

Ficaremos nos divertindo e nos amargurando com as peripécias do governo Bolsonaro ou entramos de sola? No fundo da questão está o futuro próximo do país e o que sobrará para cada um.
A maioria dos eleitores de Bolsonaro acha que o besteirol não tem importância, o que vale é a derrota do PT. Pouco se preocupam, apenas sorriem envergonhados. Mas o xis da questão é o que sobrará para cada um. Por exemplo, a busca de fraudes nos benefícios do INSS. Como se anunciou, a beneficiada (atenção ao "gênero") que viveu com o defunto sem ser "casada no cartório" terá de provar que não usou de malandragem para obter o benefício e, principalmente, que precisa dele. O funcionário que apontar supostas fraudes (o que dentro da burocracia estatal é fácil) ganhará R$ 57,50 por caso (é o estopim da arbitrariedade).
Para quem não percebe a dimensão do fato nem o que ele antecipa, taloquei. Principalmente porque quem pegará as sobras sempre teve a voz abafada.
 

Palpite infeliz

Qual a diferença entre quem não sabe o que diz e quem diz o que não sabe? Quem não sabe o que diz pode garantir que meio dia é meia noite, mas é facilmente desmentido pelo brilho do sol. Quem diz o que não sabe acha que a lua tem luz própria e "prova" o que não sabe ao apontar o dedo e mostrar a cintilação que não compreende.
Às vezes as duas coisas unem-se em uma só.
 

A casa cai

Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo. (Abraham Lincoln, 1809-1865)

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