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Fura-fila: Sindicância vê irregularidades na vacinação em Brodowski

A Prefeitura da cidade abriu uma sindicância interna após denúncias de "fura-fila" envolvendo servidores e até secretários municipais

| ACidadeON/Ribeirao -

A Prefeitura de Brodowski

A Prefeitura de Brodowski publicou nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial (DO), o parecer da sindicância interna que apurou a suspeita de irregularidades na vacinação contra a covid-19 na cidade. A investigação foi aberta após denúncias de "fura-fila" envolvendo servidores e até secretários municipais - exonerados do cargo. (clique e saiba mais) 

O documento, afirma que há indícios de crimes e fraudes na vacinação do município e aponta erros no planejamento para a execução da campanha estadual e nacional. Também pede à promotoria de Justiça, que apure a responsabilidade dos envolvidos. 

Segundo a sindicância, os ex-secretários Ronaldo Mesquita, da Saúde ; Delisberto de Oliveira, do Turismo e Clea Aparecida Posses, da Educação podem ter cometido crime de improbidade administrativa, o que reforça a necessidade de apuração de seus atos e possíveis omissões. 

"Que o excelentíssimo prefeito municipal, assim como no registrado na sindicância administrativa fique ciente com relação aos atos e omissões, que atentam contra a lei complementar n°237, de 27 de maio de 2015, Lei n° 14.124, de 10 de março de 2021, aos princípios da administração pública e podem ser caracterizados como atos de improbidade administração, levando a uma possível responsabilização solidária", diz a nota. 

A sindicância também recomenda a abertura de processo administrativo para responsabilizar a conduta dos servidores públicos envolvidos nas suspeitas de fraudes e a instauração de auditoria para identificar outras pessoas que tenham se vacinado sem pertencer aos grupos prioritários. 

A origem da denúncia 

As denúncias surgiram depois que idosos ficaram sem doses da vacina contra a covid na cidade.  

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) teve acesso à uma lista que registrava como vacinados dois profissionais de saúde da ativa com mais de 120 anos de idade. 

Já pessoas entre 20 e 40 anos teriam sido classificadas como idosos. 

O MP (Ministério Público) também investiga o caso e apontou centenas de irregularidades. 

Os ex-secretários não foram encontrados para comentar a respeito do resultado da sindicância.




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