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Especial Névio Archibald

Câmara aprova tributo para proprietário de imóveis na Fiusa

Projeto da Prefeitura de Ribeirão Preto pretende cobrar a contribuição de melhorias para imóveis que serão valorizados com obras na avenida

| ACidadeON/Ribeirao

O último prolongamento da avenida João Fiusa teve início em 2013 (Foto: Matheus Urenha/Arquivo A Cidade)
 
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou em primeira votação, na noite desta quinta-feira (13), a possibilidade da Prefeitura de Ribeirão Preto cobrar um tributo sobre donos de dois imóveis na avenida João Fiusa, na zona Sul, que serão beneficiados por obras de prolongamentos da via, próximo ao bairro Olhas d'Água.  

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O texto passou por 18 votos favoráveis, com 5 contrários. Agora, precisa ser votado em segundo turno na próxima sessão ordinária. O projeto de lei complementar é de autoria do prefeito Duarte Nogueira (PSDB), e pretende cobrar o tributo dos proprietários de imóveis que possam ter valorização em razão da ampliação da avenida.   
 
Os vereadores argumentaram que a proposta permite destravar o crescimento da cidade. "Há mais de 5 anos aquela região está obstada de seu crescimento porque não houve um acordo amigável como proprietário daquela área", disse o vereador Renato Zucoloto, favorável a proposta. Argumentos parecidos foram utilizados por outros vereadores, como Igor Oliveira (MDB) e Rodrigo Simões (PDT).

R$ 273 mil
 
O valor máximo que a soma dos valores cobrados pelos beneficiados pela obra deve ser de R$ 273.860,66. Essa quantia equivale a indenização que deve ser paga para os donos de imóveis na região.  

Segundo a proposta, a base de cálculo do tributo é sobre percentual de valorização do imóvel. A prefeitura aponta que realizará avaliações no imóvel antes e depois da obra.  

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Sem convocação  

Os vereadores desistiram de convocar o secretário da Saúde Sandro Scarpelini para prestar depoimento em uma sessão extraordinária. Nesta quinta-feira (13), o secretário esteve no Legislativo para uma oitiva da comissão permanente de Saúde da Câmara, como convidado, no qual foi questionado sobre problemas relacionados a dengue.  

"Inútil?"
 
Para o vereador Maurício Vila Abranches (PTB), a convocação seria "inútil". "Eu acho que essa convocação é bem inútil. Convocação é perder tempo. O doutor Sandro precisa trabalhar", disse.  

Outros vereadores rebateram, como foi o caso de Luiz Antônio França (PDT) e Marinho Sampaio (MDB). "Não falou nada com nada [em referência a reunião da comissão permanente de Saúde, desta quinta, 13]. Tem que explicar muito. Não para mim, mas para a sociedade de Ribeirão Preto", completou.  

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Descontente  

O vice-prefeito Carlos Cezar Barbosa, afirmou que está descontente com o atual partido, o Cidadania. Por isso, ele não descarta mudar de casa, dando como indicativo a possibilidade de sair candidato nas próximas eleições municipais.   

De acordo com Barbosa, o descontentamento está sobre a indefinição da legenda em formar chapas para o pleito de outubro. Na próxima semana ele deve se reunir com o presidente da mesa diretora da Câmara Municipal, Lincoln Fernandes, que preside o PDT no município. Ele também afirma que foi procurado por outras siglas.  

"Agora é a época de definições. Eu não estou fora do jogo político. Ainda tenho algum protagonismo nesse jogo político", declarou o vice-prefeito.


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