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Dificilmente a tecnologia vai eliminar o relacionamento entre pessoas

Por isso, já é mais que necessário que os recursos humanos entendam sua importância dentro da empresa

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José Eduardo Fernandes é mestre em Educação da FAAP Ribeirão Preto (Foto: Divulgação)
Em tempos de crise de identidade, ou seja, em que muitos RHs questionam o seu papel na organização, cabem aqui algumas reflexões sobre como enxergo nossa área. Posso falar com propriedade sobre isso, já que atuo nesse setor há, pelo menos, 30 anos (definitivamente, estou ficando velho!).

Sempre existiram nas empresas profissionais responsáveis pelo relacionamento com outras pessoas dentro da organização. Também houve a necessidade de trazer pessoas para realizar tarefas produtivas. O verbo trazer, historicamente, assumiu outras acepções: alistar, nos países sob governos militares, ou adquirir, nas sociedades escravocratas. Mas, em geral, os administradores inteligentes procuravam mesmo era conquistar ou seduzir. Como se pode ver, não se trata exatamente de questão semântica, pois cada verbo ilustra o pensamento de uma época, de uma cultura, o modo como as pessoas eram e são vistas e tratadas.

Mesmo no futuro longínquo, dificilmente a tecnologia será capaz de eliminar o relacionamento entre pessoas, fora ou dentro das empresas. Por mais técnicas que possam parecer as atividades de uma organização ou por mais avançadas que sejam as ferramentas de ajuda, sempre haverá responsáveis pela identificação e obtenção de talentos; pela manutenção do conhecimento e da inteligência na organização; pela otimização de relações humanas e produtivas; pela inovação e criatividade.

Se imaginarmos uma empresa ideal, o que deve ser mais valorizado? Qual valor primordial para a realização da missão e dos objetivos da empresa? O lucro? Sim, o lucro é importante, mas existem organizações sem fins lucrativos, assistenciais, com fins sociais ou filantrópicos, que não visam ao lucro. Os clientes? Sim, os clientes são muito importantes e é muito bom e salutar que vocês se lembrem deles e os coloquem como ponto a ser valorizado. O marketing, as finanças e todas as outras áreas dentro da companhia ou atividades relacionadas? Podemos ficar aqui falando de todos os subsistemas da empresa até cansar, mas voltaremos à origem: o indivíduo é o centro do processo.

Ou seja, o RH deve voltar a ter papel ativo e retomar sua importância esquecida na organização, pois a ele cabe identificar e manter o conhecimento, as competências e os talentos. Forma um centro de inteligência e de conhecimento, junto com outros departamentos estratégicos da organização, acrescido de um forte componente comportamental do indivíduo para o sucesso da empresa.

Seja qual for a visão da empresa, o importante é que o RH deve estar alinhado com ela, e não à parte, sob risco de ser mantido como tarefa secundária e operacional que só gera despesa. E não deve ser assim. O RH deve auxiliar de fato (e não só no discurso) a conclusão das metas organizacionais pelo uso inteligente e contextualizado das áreas que já são nossas antigas conhecidas: Recrutamento e Seleção, Remuneração, Treinamento e Desenvolvimento, Desenvolvimento Organizacional e até o Departamento Pessoal.

Assim, meus caros colegas de RH, posicionem-se.

*José Eduardo Fernandes é mestre em Educação, professor da FAAP Ribeirão Preto e gestor de Recursos Humanos

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